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Vulnerabilidade social cai em 16 regiões metropolitanas do Brasil

INDICADORES SOCIAIS

Pesquisa do Ipea mostra que renda e trabalho foi o eixo que mais contribuiu para a redução
publicado  em 06/10/2015 11h54

Brasília – O aumento de renda e as melhorias das condições de trabalho foram os fatores que mais contribuíram para a redução da vulnerabilidade social no país.  A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na pesquisa sobre o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) divulgada nessa segunda-feira (5).

Foram analisadas 16 regiões metropolitanas brasileiras entre os anos 2000 e 2010. O documento registra melhoria nas condições de vida metropolitana de acordo com os eixos de infraestrutura urbana (saneamento e mobilidade), capital humano (saúde e educação) e renda e trabalho (emprego e trabalho infantil, entre outros).

Na dimensão renda e trabalho, as maiores reduções foram observadas em 14 regiões metropolitanas, com destaque para Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Vitória e São Paulo. A vulnerabilidade de renda e trabalho agrupa indicadores relativos à insuficiência de renda e fatores como redução da informalidade, redução do trabalho infantil e aumento da ocupação. Em relação ao capital humano, nenhuma região metropolitana estudada apresentou evolução inferior a 26%. O conjunto de indicadores deste subíndice envolve acesso à saúde e educação.  

O secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Paulo Jannuzzi, afirma que o conjunto de políticas públicas implementado foi responsável por essa evolução significativa das condições de vida da população e na redução da vulnerabilidade social.

”Essa década de desenvolvimento e inclusão social combinou um conjunto de políticas, como a redução de juros, o aumento real do salário mínimo, a criação do Bolsa Família, a ampliação do acesso à creche e à educação infantil e básica”, explicou. Segundo Jannuzzi, o Programa Saúde da Família e toda estruturação da rede de assistência social colaboraram nesse processo.

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A pesquisa mostra Salvador como a região metropolitana que mais reduziu a mortalidade infantil no país. A capital baiana conseguiu diminuir o número de crianças mortas com até um ano de vida de 40, em 2000, para 16 a cada mil nascidos, em 2010 - uma redução de 60% no período. 

Em Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre, o principal avanço foi na redução do número de jovens entre 15 e 24 anos que não estudam, não trabalham ou têm renda domiciliar per capita menor que meio salário mínimo. Esse indicador em 45% nessas regiões. 

Houve também redução na taxa de desocupação de pessoas acima de 18 anos em todas as 16 regiões. Isso significa que mais pessoas conseguiram emprego formal. O destaque foi Curitiba, onde a desocupação caiu de 13% para 4% na década analisada.

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