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Tereza Campello destaca avanços do Bolsa Família nos últimos 12 anos

BOLSA FAMÍLIA

No programa Cenas do Brasil, ministra ressaltou os resultados de educação e saúde do programa
publicado  em 20/10/2015 19h56

Brasília – “Há 12 anos, discutíamos ideias. Hoje, temos dados que mostram que o Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do mundo”, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ao participar, nesta terça-feira (20), do programa Cenas do Brasil, produzido pela TV NBR.

Segundo a ministra, além de complementar a renda de milhões de brasileiros, o Bolsa Família também  faz a economia local girar. “Cada R$ 1 investido no programa se transforma em R$ 1,78 no PIB [Produto Interno Bruto]. Investimos em torno de 0,5% do PIB para chegar a 14 milhões de pessoas”.

Nos 12 anos do programa, ressaltou a ministra, 36 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza. O Bolsa Família também é responsável por manter 97% dos 17 milhões de crianças e adolescentes na escola. Além disso, 9 milhões de famílias são acompanhadas nas unidades de saúde.

“O dinheiro repassado às mães garantiu o sucesso do programa porque sabíamos que, assim, as crianças seriam prioridade”, acrescentou. A ministra falou ainda que as condicionalidades não devem ser vistas como uma punição e sim como garantia de direitos. “Não queremos tirar o Bolsa Família, mas trazer a criança de volta para escola porque estudando elas não estão sujeitas à criminalidade e ao trabalho infantil. Toda família quer o melhor para seus filhos, quer saúde e educação”.

De acordo com a ministra, quando o Bolsa Família foi criado, 10% da população brasileira se encontrava em situação de fome e insegurança alimentar. “O Brasil sempre foi um grande produtor de comida, mas a população não tinha acesso aos alimentos porque não tinha renda. O programa mudou esse cenário. Hoje, o número de subalimentados caiu para 1,7%”.

Preconceitos – Durante o Cenas do Brasil, Tereza Campello rebateu o preconceito que ainda existe em relação ao programa. Destacou que o Bolsa Família é um complemento de renda e que o “melhor remédio contra o preconceito é a informação”. “As pessoas que passam fome no Brasil trabalham muito. Elas não tiveram a oportunidade de estudar. Em média, a família do Bolsa recebe R$ 167. Ninguém vai deixar de trabalhar para ganhar isso”.

Sobre a crítica de que os beneficiários do programa não trabalham, a ministra afirmou que a metade dos beneficiários do Bolsa Família tem menos de 18 anos “e não trabalha porque está estudando”. “Temos hoje muitos meninos fazendo faculdade, traçando uma trajetória diferente dos seus pais. Já os adultos trabalham tanto quanto os que não são do programa”.

Ela falou ainda sobre o preconceito de muitos que acreditam que as mulheres do Bolsa Família têm mais filhos para receber o benefício. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de natalidade caiu em 10% na média e, entre os mais pobres, a queda foi de 16%. No Nordeste, a queda foi ainda maior, alcançando 26%. “O preconceito é em cima da pobreza. Não existe nenhuma base que sustente esse argumento”.

Recursos – Tereza Campello ressaltou ainda que os recursos para o Bolsa Família estão garantidos e preservados. “Para o próximo ano, o governo federal já colocou no orçamento recursos suficientes para pagar as 14 milhões de famílias”. 

Outro assunto abordado foi o interesse de outros países pelo programa de transferência de renda e pelo Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. “Quem diria que o Brasil, conhecido pela fome, se tornaria exportador de tecnologia social como o Cadastro Único?”, indagou.

Sobre o aplicativo do Bolsa Família para celulares, lançado pela Caixa Econômica Federal, a ministra destacou que “é um canal direto e seguro de comunicação”. “O aplicativo vai gerar também economia porque os beneficiários não precisam mais se deslocar até o local de saque para acessar informações sobre quanto será transferido”.

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