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Sanear Amazônia leva água de qualidade para 228 famílias extrativistas do Amapá

ACESSO À ÁGUA

Projeto vai atender 500 famílias extrativistas no estado
publicado  em 15/10/2015 09h50

Brasília – Ter água de qualidade para beber é uma das dificuldades enfrentadas pelas famílias extrativistas que vivem na Amazônia. “É uma água de baixa qualidade. Tem que ter cuidado”, conta Raimundo Nonato da Silva Amaral, 38 anos, que mora na comunidade Conceição, em Mazagão, no Amapá. A família dele - esposa e três filhos - é uma das 228 selecionadas para receber as tecnologias comunitárias e individuais para acesso à água e construção de banheiros do Projeto Sanear Amazônia. No Amapá, a meta é atender 500 famílias extrativistas.

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 A iniciativa é coordenada pelo Memorial Chico Mendes com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Raimundo conta que, depois da capacitação dos pedreiros (da própria comunidade), as tecnologias já começaram a ser construídas. Segundo ele, na próxima semana já deve ter “água boa” em casa. “Estou na esperança de chegar logo. Com essa tecnologia, muita coisa vai melhorar”, diz.

 Junto com as tecnologias, as famílias também terão banheiros de alvenaria para a destinação correta dos dejetos. Para Raimundo, o banheiro “é tão importante como a água boa”. “Os banheiros hoje são todos ao ar livre. Isso é muito ruim. Agora, ele vai ser ao lado da minha casa”.

 O Sanear Amazônia vai garantir água de qualidade para o consumo das comunidades extrativistas da Amazônia, prevenir doenças, melhorar o rendimento escolar de crianças e adolescente e, também potencializar atividades econômicas das famílias mais isoladas. Com investimento de R$ 35 milhões, o projeto vai atender 2,8 mil famílias de oito reservas extrativistas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas e Pará.

Serão implantadas duas tecnologias: sistemas pluviais de Multiuso Autônomo e Multiuso Comunitário. No sistema multiuso autônomo, cada família poderá captar, armazenar e filtrar até seis mil litros de água da chuva. Já no multiuso comunitário, além das unidades domiciliares, também será instalado um módulo complementar de abastecimento com uma rede de distribuição, sendo acionado somente quando esgotar as reservas domiciliares.

 Acesse o infográfico:
Como funcionam os sistemas de acesso à água pluvial Multiuso Autônomo e Multiuso Comunitário

Além de receber as tecnologias, as famílias beneficiadas também são capacitadas sobre o uso adequado da tecnologia e sobre a gestão da água armazenada. “Assim que estiver tudo pronto para funcionar, eles vão ensinar como usar”, diz Raimundo.

Informações sobre os programas do MDS:
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mdspravoce.mds.gov.br

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(61) 2030-1021
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