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Jovens do Bolsa Família têm mais inserção no mercado de trabalho

BOLSA FAMÍLIA

Relatório do Banco Mundial apontou que melhores salários e empregos apoiaram a redução da pobreza e das desigualdades
publicado  em 15/10/2015 00h00
Ana Nascimento

Brasília – O acesso à educação tem proporcionado mais oportunidades no mercado de trabalho aos jovens mais pobres. Este é um dos resultados do relatório Sustentando Melhorias no Emprego e nos Salários no Brasil: Uma agenda de Competências e Empregos, do Banco Mundial, lançado nesta quinta-feira (15), em Brasília.

“Este resultado não poderia ter sido atingido sem o forte investimento do país em políticas educativas e de inclusão dos mais pobres, como o Bolsa Família. O programa tem exatamente este foco de promover o capital humano das pessoas para que no futuro tenham acesso a melhores empregos e oportunidades”, destacou a economista sênior do Banco Mundial e uma das responsáveis pelo estudo, Joana Silva.

A publicação aponta que a queda do desemprego nos últimos anos, a valorização dos salários e o aumento da formalidade – principalmente entre os mais pobres – foram fundamentais para a redução da pobreza e da desigualdade no Brasil. O estudo aponta que a parcela de beneficiários do Bolsa Família que ingressaram em empregos formais subiu de 10,6%, em 2008, para 16%, em 2011.

De acordo com o secretário extraordinário para Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tiago Falcão, as melhorias de acesso ao mercado de trabalho não são unicamente reflexo do crescimento econômico brasileiro. “Não podemos naturalizar o papel das políticas públicas na inserção no mercado. Precisamos reforçar que parte do crescimento e dos seus resultados decorrem de decisões políticas e de ações direcionadas à população mais pobre.”

Falcão também apontou um grande avanço na legislação brasileira com a criação dos Microempreendedores Individuais (MEI), que trouxe 6 milhões de pessoas para a formalidade, sendo 600 mil são beneficiários do Programa Bolsa Família. Ele também destacou as ações de Inclusão Produtiva Rural e Urbana do Plano Brasil Sem Miséria, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), Programa de Fomento às Atividades Rurais e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que contribuíram para as melhorias nos últimos anos.

“Incluímos os mais pobres, os mais vulneráveis, com menor qualificação, que estavam excluídos do mercado formal, mas também das políticas sociais e educacionais”, afirmou o secretário. “Se os jovens hoje estão chegando ao Ensino Médio, queremos estimular processos de inserção deles em cursos técnicos que atendam à demanda brasileira de profissionais.”

O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, salientou o poder das políticas públicas brasileiras para a redução da pobreza e das desigualdades. “O Brasil já demonstrou que pode fazer uma grande diferença em dar oportunidades aos grupos menos favorecidos”, disse. “Além de melhores salários, hoje os brasileiros têm melhores empregos e têm uma rede de proteção social mais forte.”

Segundo o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Calixtre, o Brasil é um dos poucos países que combinou crescimento com redução das desigualdades. “Trazer o Estado e o trabalho para a equação do desenvolvimento é uma das grandes novidades que explicam o processo de crescimento com inclusão social.”

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