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Experiências brasileiras são apresentadas em Roma

SEGURANÇA ALIMENTAR

Em reunião da ONU, secretário Arnoldo de Campos apresenta ações que podem contribuir para erradicar a fome no mundo até 2030, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
publicado  em 15/10/2015 18h50

Brasília – Experiências brasileiras que contribuíram para a saída do Brasil do Mapa da Fome do mundo estão sendo apresentadas durante a 42ª reunião do Comitê de Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma. O encontro começou na segunda-feira (12) e segue até esta sexta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação.

O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, destaca que a trajetória brasileira pode contribuir para atingir um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que é erradicar a fome em todo o mundo até 2030. “O Brasil está engajado nesta estratégia e é uma das grandes referências no combate à fome hoje”, afirmou.

Campos apontou que a insegurança alimentar é um dos temas pilares para a discussão no conselho mundial porque a África, Ásia e América Latina ainda têm alguns problemas graves que precisam ser monitorados e avaliados constantemente.

Nos eventos paralelos à reunião do comitê mundial, Arnoldo de Campos apresenta, por exemplo, a experiência intersetorial de governança brasileira, na atuação da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e na elaboração do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. “O relatório da FAO, ao explicar o salto dos indicadores brasileiro em 10 anos, aponta a governança como um dos principais fatores. Conseguimos articular diferentes áreas e instâncias de governo e da sociedade em torno de uma agenda objetiva de combate à fome”, afirmou.

Segundo a FAO, além da governança e da participação da sociedade civil, o aumento da oferta de alimentos e da renda dos mais pobres, o programa Bolsa Família e a merenda escolar – que, por dia, alimenta 43 milhões de crianças e jovens de escolas públicas – foram os fatores que fizeram com que o Brasil reduzisse, entre 2002 e 2014, em 82,1% o número de subalimentados.

“É importante valorizar as conquistas para que não se percam e para que possamos atingir novos patamares. Há muito o que fazer, mas o fato de termos enfrentado a fome como problema estrutural nos dá credibilidade de organizar uma nova agenda de alimentação saudável. Viramos uma referência, mas não estamos parados. Precisamos avançar”, destacou Arnoldo.

O Programa Água para Todos, que garantiu acesso à água a mais de 1,2 mil famílias no Semiárido desde 2003, o fortalecimento da agricultura alimentar - com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) - e o combate ao desperdício são algumas das pautas que também estão na agenda do secretário em Roma.
 

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