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Equipe volante facilita o acesso dos mais pobres à rede de proteção social

BUSCA ATIVA

Busca Ativa é a principal estratégia para alcançar os brasileiros que ainda se encontram em situação de vulnerabilidade
publicado  em 23/10/2015 11h21
Ilustração

Brasília – Às margens do Rio Paraguai, ribeirinhos que vivem nas regiões do Porto da Manga, Porto Esperança, Morrinho e Passo do Lontra, no município de Corumbá (MS), seriam “invisíveis” ao Estado, se não fosse o trabalho dos assistentes sociais e psicólogos que atuam nas equipes volantes. Diariamente, esses profissionais circulam, seja por terra ou cruzando o rio, em busca de famílias que ainda se encontram em situação de vulnerabilidade social. O objetivo: levar direitos sociais desconhecidos por eles.

“São muitas as fragilidades que encontramos. Meu trabalho é cuidar dessas famílias para que saiam da situação de pobreza. Esse é o nosso compromisso”, diz a assistente social Ana Laura Carvalho, que compõe a equipe volante que atende famílias ribeirinhas em Corumbá. Ela conta que já encontrou famílias inteiras sem registro de nascimento. “Mãe e filhos que não existiam legalmente. Mudamos essa realidade com o nosso acompanhamento.”

 Ana Laura ressalta que essa atenção diária também já fez com que muitas crianças voltassem a estudar e idosos pudessem acessar o Benefício de Prestação Continuada. “São direitos deles. E o retorno é positivo. Nada mais gratificante em ver os sorrisos nos rostos e as mudanças de vida para melhor.”

 O trabalho da equipe ainda inclui registrar as famílias no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e acompanhá-las nas condicionalidades do Programa Bolsa Família. “Pela localidade em que vivem essas famílias, se não existisse a equipe volante, essas mudanças não seriam possíveis”, conta. E acrescenta que, para chegarem até a cidade, os ribeirinhos gastariam R$ 150 ou mais, dependendo do local. “Levamos os direitos até eles. São pessoas que têm mais necessidade.”

Acesse o álbum com imagens de equipes voltantes 

 Em Corumbá, a equipe volante incluiu 80% dos ribeirinhos no Cadastro Único. Os profissionais atendem uma média de 20 a 50 famílias por dia e as ações são desenvolvidas de acordo com a necessidade da comunidade.

 A estratégia da Busca Ativa é o trabalho principal dos profissionais que atuam nas equipes volantes. O desafio é localizar pessoas em situação de vulnerabilidade social, em comunidades isoladas ou locais de difícil acesso, que não acessam os serviços públicos e vivem fora de qualquer rede de proteção social. Desde 2011, 1,4 milhão de famílias foram incluídas no Cadastro pela Busca Ativa e já saíram da extrema pobreza.

 Atualmente, são 1.254 equipes volantes referenciadas aos Centros de Referência da Assistência Social  (Cras)  atuando em 1.083 municípios. “A equipe volante foi criada com essa função, de trazer aquela pessoa que precisa da assistência social para perto dos serviços e benefícios socioassistenciais”, explica a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ieda Castro.

 No município de Amajari, em Roraima, mais brasileiros também estão conseguindo acessar a rede de proteção social. “Em 2013, tínhamos pouco mais de 800 beneficiários do Bolsa Família. Hoje já são cerca de 2,4 mil, graças ao trabalho de busca ativa realizado pela equipe volante”, conta a secretária municipal de Assistência Social, Gleyce Mota.

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 Ela explica que o município não possui transporte urbano, o que dificulta o acesso dos mais pobres aos serviços e benefícios socioassistenciais. “A ida dos técnicos até eles é fundamental, além de ser um trabalho de superação dos desafios na gestão. Conseguir mudar realidades é o esforço de toda uma equipe na ponta.”

 A secretária do MDS, Ieda Castro, considera que essa é uma estratégia que deu certo, mas ainda pode ser melhorada. “Pretendemos ampliar essas equipes nos próximos quatro anos, para cobertura em todo o território nacional.”

 Informações sobre os programas do MDS:
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