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Dia do Idoso: “O Centro de Convivência mudou a minha vida”

ASSITÊNCIA SOCIAL

A assistência social desenvolve atividades que contribuem para o fortalecimento dos vínculos familiares e para o convívio comunitário. O BPC e a Carteira do Idoso também beneficiam idosos
publicado  em 01/10/2015 18h49
Divulgação

Brasília – O Centro de Convivência Tia Nega, em Três Lagoas (MS), mudou a vida de Aladir dos Santos Rocha, 71 anos. Ela trabalhou a vida toda como costureira, mas logo percebeu que precisava aproveitar mais a vida. “O Centro mudou a minha vida. Faço bordado, pintura, ginástica, caminhada, hidroginástica, coral e dança. Agora estou vivendo de verdade”.

Aladir está entre os 400 idosos atendidos nos quatro Centros de Referência em Assistência Social (Cras) do município. Ela conta que chegou ao Centro como professora de corte e costura. “Dei aula por um ano. Depois eu passei a ser aluna. Adoro tudo o que nós fazemos lá, os funcionários são ótimos e eu fiz muitas amizades”.

Ofertado pelos Cras e Centros de Convivência, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é continuado e ajuda a prevenir as situações de risco social. Na oferta para idosos, o serviço tem como foco o desenvolvimento de atividades que contribuam para o desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, para o fortalecimento dos vínculos familiares e para o convívio comunitário.

Segundo a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ieda de Castro, o serviço de convivência, além de ter idosos sozinhos, tem grupos intergeracionais. “O serviço é importante porque ele oferece para a pessoa idosa o sentimento de continuar pertencente a uma comunidade, ou seja, desperta nele o desejo de continuar vivendo, mesmo que às vezes as culturas sejam totalmente diferentes”, explica Ieda.

Atualmente, 5.038 municípios recebem cofinanciamento federal para a oferta do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.  O serviço tem 11 situações que estabelecem o público prioritário, como, por exemplo, situação de isolamento e situação com vivência de violência e negligência. Segundo o Censo Suas, existem hoje 7.882 Centros de Convivência em todo o país.

Para a secretária de Assistência Social de Três Lagoas, Maria Lúcia Firmino, o trabalhado realizado no município fortalece os vínculos entre as famílias e a comunidade. “Além das várias oficinas, nós oferecemos palestras e outras ações em conjunto com a rede de saúde, educação e previdência social. Os idosos ganham voz e as pessoas têm tempo e paciência para ouvir e acolher todos eles”, explica.

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é apenas uma das oportunidades que os idosos podem encontrar nos Cras. Nas unidades, eles ainda recebem informações sobre como se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal para participar de vários programas sociais, como o Bolsa Família.

BPC - A assistência social também garante que o idoso receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Aladir está entre os 1,9 mil idosos em todo o país que recebem o beneficio mensalmente. “Quando comecei a receber esse dinheiro, eu pude parar de costurar. Agora costuro de vez em quando, só para os conhecidos”, conta.

O BPC é um benefício individual, não vitalício e intransferível, que garante a transferência mensal de um salário mínimo à pessoa idosa, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência de qualquer idade que comprovem não possuir meios de se sustentar ou de serem sustentados pela família.

Os idosos com mais de 60 anos também podem solicitar o Cartão do Idoso no Cras de seu município. O benefício está assegurado no Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), e com o documento, os idosos com renda individual inferior a dois salários mínimos podem adquirir passagens interestaduais gratuitamente – dependendo da quantidade de vagas – ou com desconto de, no mínimo, 50%.

 

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