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Brasil busca parcerias internacionais para combater obesidade e sobrepeso

SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

Depois da saída do Mapa Mundial da Fome, país tem como desafio promoção da alimentação saudável. MDS discute propostas na 42ª Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar Mundial, em Roma
publicado  em 13/10/2015 11h24

Brasília – Após a saída do Brasil do Mapa Mundial da Fome, o governo federal busca parceiros internacionais para enfrentar a obesidade e o sobrepeso. No país, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso e 20,8% são classificadas como obesas, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para enfrentar o problema, o Brasil discute propostas com outros países na 42ª Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que começou nessa segunda-feira (12) e segue até sexta-feira (16), em Roma, na Itália. O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, participa do encontro.

De acordo com ele, o governo tem como desafio melhorar os hábitos alimentares da população e combater a obesidade – fator de risco importante para doenças como hipertensão, diabetes e câncer. “Esse é um problema que afeta o Brasil e muitos países. As doenças influenciadas pela má alimentação já são a maior causa de mortes no nosso país. Nossas crianças estão cada vez mais cedo desenvolvendo doenças que só os idosos tinham.”

Sem uma pactuação internacional e ações concretas, afirma o secretário, será difícil enfrentar a batalha contra a obesidade e o sobrepeso. “Nosso objetivo é construir, com os parceiros internacionais, soluções e propor metas, como foi feito com os ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]”, afirma. Ele lembra que os sistemas agroalimentares são globalizados e não têm contribuído para a melhoria das condições de saúde da população. “Cada vez mais, esses sistemas ofertam alimentos pouco diversificados, com cargas elevadas de carboidratos, sal e gorduras.”

Arnoldo destaca que o Brasil enfrentou batalhas importantes, como o combate ao tabaco, e conseguiu melhorar os índices de saúde do brasileiro. “Queremos criar um ambiente mais favorável para vencermos essa pandemia. E os governos, com a participação ativa da sociedade civil e entidades da ONU, são os atores principais para determinar mudanças transformadoras para o sistema agroalimentar e para melhorar a nutrição.”

Ações – Na luta contra o aumento progressivo do excesso de peso, o Brasil já colocou em prática um conjunto de ações voltadas à alimentação saudável. A mudança começou pelo próprio governo, um grande comprador de alimentos. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae), por exemplo, já praticam a compra de alimentos saudáveis. Juntos, esses programas investem quase R$ 4 bilhões com determinações legais para aquisição de alimentos da agricultura familiar, como frutas, verduras, legumes e produtos locais e de época. Ao todo, já são adquiridos mais de 3 mil tipos de produtos diferentes. Além disso, no cardápio das escolas, são obrigatórias as porções semanais de frutas e verduras.

O governo federal também está mobilizando os sistemas de saúde, assistência social e de educação, por meio de campanhas de promoção da alimentação saudável e ações de educação alimentar, e se prepara para lançar um pacto pela alimentação saudável até o final deste ano.

Agenda – Em Roma, representantes do Brasil participam de encontros oficiais, reuniões bilaterais e eventos paralelos para discutir nutrição, segurança alimentar e combate à fome. Nos eventos, o governo federal vai mostrar os avanços conquistados em relação à redução da desnutrição e mortalidade infantil, entre outros indicadores favoráveis ao alcance da segurança alimentar e nutricional. Também pretende trocar experiências com países mais adiantados na promoção da alimentação saudável e na proteção da população contra alimentos de má qualidade nutricional.

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