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Participação social fortalece Sisan

Consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional foi debatida por participantes da 5ª Conferência Nacional, em Brasília
publicado  em 05/11/2015 08h00
Foto: Ana Nascimento Eudmar Bastos, representante de matriz africana de Rio Branco (AC).

Eudmar Bastos, representante de matriz africana de Rio Branco (AC).

Brasília – “Precisamos garantir a ampla participação social para que o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) se consolide e se fortaleça cada vez mais”, afirmou nesta quarta-feira (4) Eudmar Bastos, representante de matriz africana de Rio Branco (AC). Ele participou de debate sobre o tema durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília. 

Segundo Bastos, é preciso ampliar a participação das mulheres, dos grupos que são historicamente excluídos, e da sociedade civil. “É uma oportunidade ímpar. Juntamos o país todo num só lugar para discutir um tema tão importante e urgente. É fundamental que todos participem”, reforçou. Ele acrescentou que a criação dos Conselhos de Segurança Alimentar (Conseas) municipais também é importante para fortalecer ainda mais o sistema. 

Bastos ressaltou que o decreto assinado na terça-feira (3) pela presidenta Dilma Rousseff, que institui o Pacto Nacional para a Alimentação Saudável, vai trazer segurança para o povo brasileiro em relação a segurança alimentar. “Aqui também o Sisan é o ator principal porque nele está a sociedade civil, o poder público, e trabalhando juntos com certeza vamos dar um salto qualitativo na questão da alimentação saudável do povo brasileiro.” 

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Já a professora Vera Duarte, do município de Santana (AP), destacou que é preciso promover uma maior mobilização da sociedade e mais conscientização para que o sistema se consolide e o tema da alimentação saudável e de qualidade se torne “algo real”. “A sociedade organizada, fortalecida e consciente vai deixar de adquirir produtos industrializados e vai passar a consumir produtos orgânicos”. 

Vera ainda aproveitou a oportunidade para trazer o tema da merenda escolar. Ela defendeu que é preciso combater o uso de produtos industrializados nas escolas porque o Brasil é um grande produtor de alimentos. “Sabemos que a educação alimentar deve começar em casa. Mas podemos ajudar, como fazemos no nosso município, conscientizando as famílias, as crianças sobre a importância de consumirem alimentos saudáveis. Se não for assim, caminharemos na contramão do progresso.” 

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