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Participação social chama atenção das delegações estrangeiras

Segurança Alimentar e Nutricional

Durante 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, representantes de países elogiaram inclusão da população brasileira na definição e implementação de políticas públicas
publicado  em 06/11/2015 18h00

Brasília – A participação social na definição e implementação de políticas públicas chamou a atenção de várias delegações estrangeiras que participaram da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília. O coordenador intersetorial do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Conasan) de El Salvador, Néstor Deras, contou que ficou impressionado com a participação da sociedade civil e do governo federal. “É a sociedade civil que garante a sustentabilidade das operações. E é isso que tenho visto aqui no Brasil. Um exercício democrático, franco, sincero e aberto.” 

Néstor esteve no Brasil em 2004 para conhecer o programa Fome Zero. Ao retornar, conta ele, a evolução do país nas estratégias de inclusão social e de combate à pobreza o surpreendeu. “Sei que ainda há muito a fazer em El Salvador. Estamos cientes que temos que abrir espaços para discussões com a sociedade civil, academia e setor privado como o Brasil fez. Por isso, estou aqui.” 

Convidada da organização internacional Global Network for the Right to Food and Nutrition, a queniana Christiana Saiti Louwa elogiou o processo inclusivo na primeira conferência depois que o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). “Gostei de observar que todos os grupos, com histórias diferentes, estão aqui. Esse processo é muito inclusivo. O interessante é que o governo não apenas ouve a população, mas dá oportunidade de discutir e fazer propostas”, disse ela, que veio pela primeira vez ao Brasil. 

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Christiana observou que seu país ainda “caminha para melhorar as condições de vida da população urbana e rural”. Mas espera que o Quênia adote políticas públicas com foco na população pobre, como as compras públicas da agricultura familiar do Brasil. “Creio que o Brasil poderia fazer mais acordos bilaterais entre países que não são de língua portuguesa, como é o caso do Quênia. Nós podemos copiar os programas brasileiros.” 

O governo federal compartilha as estratégias de políticas públicas de combate à fome e à pobreza com diversos países do mundo. Países latino-americanos, caribenhos e africanos foram os que mais visitaram o Brasil para conhecer essas experiências. Entre 2011 e 2014, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) recebeu 345 missões de 92 países, sendo que 88% são de países da América Latina, Caribe e África. 

O Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas é uma das organizações que oferecem assistência técnica para desenvolver políticas públicas a partir das experiências brasileiras. 

Diretor do Centro de Excelência, Daniel Balaban, contou que a maioria dos países fica interessada nos programas de compras governamentais, como os programas Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o de Aquisição de Alimentos (PAA). Balaban explica ainda que os países se interessam muito pela intersetorialidade dos programas. “A maioria dos países africanos tem interesse de criar programas nacionais. Eles se deram conta que não adianta mais ficar recebendo ajuda internacional. A nossa cooperação é a mais barata que existe, perto do reconhecimento que a gente recebe”, finaliza. 

 

Informações sobre os programas do MDS:
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