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Intersetorialidade no combate à pobreza é destaque no Maranhão e Pará

COMBATE À POBREZA

Secretários estaduais apresentaram suas experiências no III Seminário Nacional Pactuação Federativa no Brasil Sem Miséria
publicado  em 26/11/2015 18h46
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – As experiências de combate à pobreza do Maranhão e do Pará, apresentadas nesta quinta-feira (26) no III Seminário Nacional Pactuação Federativa no Brasil Sem Miséria, evidenciaram a importância da intersetorialidade para o sucesso das políticas. Com altos índices de pobreza, os governos estaduais priorizaram a agenda de combate à desigualdade social e estão servindo de exemplo para outros governos. 

O secretário do Trabalho e Assistência Social do Pará, Heitor Márcio Pinheiro dos Santos, explicou que a participação do governador foi essencial para estimular a agenda intersetorial de combate à pobreza. “Nas reuniões temos muitos secretários que vão com a cara fechada e o governador diz: Você está aqui porque faz parte de um todo.” 

No Pará, o desafio foi a distribuição territorial. O governo investiu na busca ativa, transferência de renda e em programas de inclusão produtiva. “Neste ano tivemos um redesenho da máquina pública. Também tivemos uma redefinição de indicadores. Além do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) também usamos o Índice de Progresso Social (IPS)”, explica Santos. 

O Maranhão precisou enfrentar sua realidade de forma rápida. O plano Mais IDH, criado esse ano, foi a resposta para mudar os índices de pobreza no estado – 20% da população, bem acima do índice nacional. “O Maranhão tem avançado, mas não com a rapidez com que o resto do país. Por isso o Plano nasceu de forma rápida. Os planejamentos eram feitos e logo implementados”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista. 

Com uma avaliação focalizada nos territórios, houve a identificação das necessidades básicas da população. Os problemas iam de falta de documentos de identificação à saneamento básico e casas em situações precárias. “Com auxílio do Fundo Maranhense de Combate à Fome e outros fundos, conseguimos investir em emissão de documentos, kits de saneamento básico e outros eixos que o Mais IDH contempla”, explicou Evangelista. Para o próximo ano o estado começa a complementar o Programa Bolsa Família com R$ 46 por filhos de famílias beneficiárias. 

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