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Delegações estrangeiras trocam experiências em segurança alimentar e nutricional

ENCONTRO

Representantes de 26 países abordaram Direito Humano à Alimentação Adequada e importância da agricultura familiar durante Encontro Internacional da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
publicado  em 02/11/2015 23h08
Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília - A troca de experiências em segurança alimentar e nutricional e o debate sobre o tema participação social marcaram o primeiro dia do Encontro Internacional da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília. Representantes de 26 países abordaram, nesta segunda-feira (2), o Direito Humano à Alimentação Adequada e a importância da agricultura familiar.

Representante do Comitê de Segurança Alimentar e Nutricional Mundial (CSA), o indígena Jorge Stanley Icaza, do Panamá, ressaltou que o acesso à terra e território tem gerado discussões intensas no comitê. “Em todos os países, o fato dos agricultores e dos indígenas discutirem segurança alimentar e nutricional é muito novo. Isso é muito interessante!”

Já Vanessa Schottz, do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar (FBSSAN), destacou que  a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reconhece a importância da agricultura familiar para assegurar a soberania alimentar. “Temos como desafio a construção de pontes para que todos os países tenham conselhos nacionais de segurança alimentar e nutricional e, além disso, queremos intensificar a participação das mulheres do campo nas discussões.”

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O uruguaio Fernando López, da Confederación de Organizaciones de Productores Familiares del MERCOSUR (Coprofam), disse que a entidade participa há mais de 20 anos dos debates sobre alimentação saudável. López também falou sobre a Reunião Especializada em Agricultura Familiar no Mercosul (REAF) e o apoio do Brasil para o fortalecimento da organização. “São desafios da Reaf intensificar a participação efetiva dos movimentos sociais e aprofundar alianças com governos e organizações como a FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura] e a Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos].”

Muito aplaudido pelo público, William Clementino da Silva Matias, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), afirmou que é preciso reconhecer o papel da agricultura familiar camponesa e indígena para a erradicação da fome e da pobreza. Matias destacou a participação social na construção da agenda da Celac. Para ele, esse tema ainda é tímido na comunidade. “Temos que construir políticas de fortalecimento da agricultura familiar no âmbito da Celac, e garantir o direito à terra, que é espaço primordial, para avançar na segurança alimentar e nutricional e reconhecer os sujeitos do campo.”

O encontro internacional segue até esta terça (3), no Centro de Convenções Ulyssses Guimarães, em Brasília. O evento integra a programação oficial da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Com o lema Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar, a conferência é um evento estratégico entre iniciativas para se atingir as metas de erradicação da extrema pobreza no país. Tem como objetivo geral ampliar e fortalecer os compromissos políticos para a promoção da soberania alimentar, garantindo a todos o direito humano à alimentação adequada e saudável, assegurando a participação social e a gestão intersetorial no Sistema, na Política e no Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

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