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Alimentação saudável depende do acesso à informação

EDUCAÇÃO ALIMENTAR

Bate-papo sobre o tema “Vamos escolher comida de verdade?” contou com a participação de Bela Gil, Regina Tchelly, Luis Carrazza e Alexandre Borges
publicado  em 05/11/2015 14h49
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – Em um bate-papo de duas horas, a chefe de cozinha Bela Gil, Regina Tchelly (Favela Orgânica), Luis Carrazza (Cooperativa Central do Cerrado) e Alexandre Borges (Mãe Terra) trocaram ideias e reflexões sobre alimentação saudável e educação alimentar. Eles participaram, na noite de quarta-feira (4), da atividade integradora Vamos escolher comida de verdade?, promovida na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília.

Durante a conversa, Bela Gil, que é chefe de cozinha natural e apresentadora do programa Bela Cozinha, destacou que o alimento é uma ferramenta de mudança para a construção de um futuro melhor. “Escolher alimentos verdadeiramente saudáveis é traçar um caminho concreto para viver em harmonia com a natureza.”

Para a chefe, é possível mudar hábitos alimentares com escolhas conscientes. “Comida de verdade não deve apenas fazer bem para nosso corpo, mas deve estar totalmente integrada com a natureza e com o produtor. Alimentos que devem ser frescos, orgânicos e, se possível, produzidos localmente.”

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No programa de TV que apresenta, Bela Gil também procura passar informação sobre o que é comida de verdade. “Tento passar conhecimento para as pessoas sobre o que é comida saudável. A indústria alimentícia, muitas vezes, ilude o consumidor com ferramentas poderosas, como a propaganda. Precisamos ter um olhar mais crítico”, reforçou.

Sobre a importância de ensinar crianças sobre alimentação saudável, ela lembrou que é fundamental que, desde muito cedo, elas conheçam o valor dos alimentos. “Elas precisam saber de onde vem aquele alimento. Precisamos ensiná-las a comer bem. Isso é importante para que sejam independentes em relação à indústria”, afirmou.

Para Regina Tchelly, criadora do projeto Favela Orgânica, a informação é estratégica para promover o consumo de alimentos saudáveis. “A variedade e a quantidade de alimentos que temos em nosso país são uma riqueza. Cascas, talos, sementes, folhas são comida sim, e de verdade. Não podemos desperdiçar nada”, alertou. O projeto é desenvolvido na comunidade Babilônia, no Rio de Janeiro.

Regina contou que sempre procura orientar as famílias quanto ao aproveitamento integral dos alimentos. Além disso, ressaltou a necessidade de valorizar os agricultores e sua produção. “Precisamos nos educar. Comida de verdade é pensar hoje, fazer hoje e consumir de quem produz de verdade alimentos saudáveis.”

Secretário executivo da Cooperativa Central do Cerrado, Luis Carrazza acredita no resgate das culturas tradicionais e dos alimentos regionais. “Trabalhamos para transformar essas comidas acessíveis a toda população.” A cooperativa reúne diversas organizações comunitárias em oito estados.

Ele também destacou a importância da valorização da sociobiodiversidade brasileira. “Nosso esforço é apresentar o Brasil para os brasileiros, porque pouco conhecemos a nossa biodiversidade e pouco a valorizamos.” Luis disse ainda que é necessário promover o debate com a indústria alimentícia. “Há uma tendência de padronização excessiva que tem provocado o sumiço de muitos alimentos, por isso o debate com a indústria é muito importante.”

Para o sócio-diretor da Mãe Terra, Alexandre Borges, é fundamental desconstruir o mito de que o alimento saudável “é feio, chato e ruim”. Pensando nisso, a empresa criou embalagens diferenciadas e atrativas. “Inovamos com nossos produtos para que eles sejam acessíveis. Eles precisam ter sabor, preço e serem atrativos.”

Alexandre também afirmou que a empresa privilegia fornecedores da agricultura familiar, cooperativas e ingredientes locais. “Nossa missão é democratizar o consumo de alimentos naturais e orgânicos no Brasil, que façam bem para as pessoas e não causem impacto ao meio ambiente”, destacou.

A 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional segue até esta sexta-feira (6), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O encontro reúne cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, convidados, representantes da sociedade civil e observadores internacionais.

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