Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Notícias > 2015 > Novembro > Água de qualidade para uma comida de verdade

Notícias

Água de qualidade para uma comida de verdade

5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

Agricultoras que participam da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional falam da importância da água para a produção de alimentos saudáveis
publicado  em 06/11/2015 09h12
Exibir carrossel de imagens Fotos: Ana Nascimento/MDS

Brasília - Antônia Marta da Silva Lopes, 46 anos, mãe de dois filhos, é agricultora familiar no município de Quixadá, no Ceará. Planta uma variedade de alimentos - cheiro verde, feijão, milho, couve, repolho, cenoura, beterraba, abóbora, tomate e cebola.

Mas essa realidade não foi sempre assim. A ampla produção, segundo ela, só foi possível quando recebeu, há dois anos, a cisterna enxurrada - tecnologia social de captação e armazenamento de água de água. Antes, Antônia tinha dificuldade para produzir, pois a água que utilizava era de poço. “A água era salgada. Não conseguia produzir muito porque o sal queima os alimentos”, contou. Ela participa da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília.

Para a agricultora, não tem nada melhor do que hoje ter uma água de qualidade para produzir. “Faz toda a diferença. Vejo a qualidade dos alimentos; como muda, não é! Posso afirmar que hoje produzo comida de verdade.” Antônia produz para consumo próprio. O excedente é vendido nas feiras da região. “Antes da cisterna, conseguia uma renda em torno de R$ 300 por mês. Agora, a renda chega a R$ 600.”

Leia mais notícias sobre a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
Acesse a galeria de imagens da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

Outro benefício que ela atribui à água de qualidade para plantação é o armazenamento de suas próprias sementes. “Tenho uma variedade de mais de 30 sementes, entre hortaliças e legumes, tudo da minha produção. Não preciso mais comprar semente.”

Assim como Antônia, a quilombola Dilma Santos Marcos, 34, da comunidade Ingazeira, localizada no município de Itacuruba (PE), diz que a cisterna trouxe água de qualidade, o que aumentou sua plantação.

Dilma conta que a comunidade onde vive recebeu, há três anos, sete tecnologias sociais, entre cisterna calçadão, barreiro trincheira e cisterna enxurrada. Antes, a água que a agricultora usava era de poço e salinizada. “Com a água de qualidade. podemos produzir uma comida de verdade, saudável.”

Para ela, essa política pública é fundamental para garantir uma alimentação saudável não só para quem produz. “A comida de verdade produzida no campo também pode ir pra mesa dos brasileiros da cidade. A continuidade desses programas garante uma alimentação saudável para todos.”

Tecnologias sociais - A captação da água da chuva tem ajudado o agricultor familiar do Semiárido a voltar a produzir alimentos e criar animais. O governo federal já entregou mais de 133 mil tecnologias sociais de captação e armazenamento de água de água para os agricultores da região. São cisternas do tipo calçadão e de enxurrada, barragens subterrâneas e barreiros trincheira, entre outros modelos, com capacidade para até 52 mil litros de água, que armazenam água no período da chuva.

Além disso, mais de 1,2 milhão de famílias têm água de qualidade para beber, cozinhar e higiene pessoal graças às cisternas - soluções simples e de baixo custo. Cada um desses reservatórios armazena até 16 mil litros e atende uma família de até cinco pessoas por um período de oito meses de estiagem. O acesso à água possibilitou melhoria da qualidade de vida e da saúde do sertanejo.

As maiores beneficiadas são mulheres e crianças, sobre quem recaía a tarefa de ter que caminhar longas distâncias e perder várias horas do dia para buscar água. Antes das cisternas, cada família perdia, em média, até seis horas por dia para ir buscar água em açudes – tempo que hoje pode ser dedicado a outras tarefas e para a melhoria da convivência familiar.

 

Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br 

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021
www.mds.gov.br/area-de-imprensa