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“Quando descobri os males da alimentação cheia de veneno, comecei a lutar contra isso”

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA

O estudante Lucas Rodrigues participa pela primeira vez de um encontro nacional. Aos 17 anos, ele é delegado na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e dá voz às reivindicações de sua comunidade
publicado  em 05/11/2015 17h50
Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – Há seis meses sem tomar refrigerante, Lucas Rodrigues, morador do bairro Campo Grande, no Rio de Janeiro (RJ), é fã dos alimentos orgânicos. Abdicou dos biscoitos industrializados e dos salgadinhos de milho. Com apenas 17 anos, ele fala orgulhoso que levantou a bandeira da alimentação saudável. “Quando descobri os males da alimentação cheia de veneno,  comecei a lutar contra isso”, afirma.

Pela primeira vez, ele participa de uma conferência. E não poderia ter escolhido outra. Conta que é um dos delegados na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e veio para discutir políticas públicas e dar voz às reivindicações de sua comunidade. “Estamos lutando por melhores preços dos alimentos orgânicos, pelo fim dos alimentos transgênicos e dos agrotóxicos. O que eu mais quero é que acabe o uso desses venenos nas plantações.”

Ele conta que os delegados mais velhos duvidaram do seu potencial. “Fico um pouco chateado porque, às vezes, as pessoas não me escutam. Alguns acham que sou adolescente e que vou falar besteira. Mas quando eu começo a falar, eles entendem que é sério e me dão apoio.”

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A transformação de vida começou quando Lucas frequentava o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Cecília Meireles. Alguns amigos o convidaram para ir à Juventude Agroecológica da Rede Carioca de Agricultura Urbana. “O assunto me interessou tanto que virei representante da juventude e comecei a participar dos eventos da rede.”

Na Rede Carioca, Lucas ajuda os jovens a construir hortas orgânicas em espaços públicos. Ensina sobre a importância da qualidade na alimentação. Alguns produtos da horta são doados para comunidades do bairro. Outros, vendidos. “A gente guarda o dinheiro e financia as nossas viagens para os eventos que a rede participa.”

Lucas conta que sua mudança nos hábitos alimentares impactou toda a família – pai, mãe e um irmão mais novo. O estudante relata que os três deixaram de consumir refrigerantes. Agora, todos preferem suco de frutas produzidas pela agricultura familiar. Os produtos são adquiridos em uma feira orgânica, perto de casa do jovem. “Vez ou outra, meu pai chegava com alguns refrigerantes em casa e eu dizia que a gente não podia tomar. E ele ficava meio sem jeito; dizia pra eu vender as garrafas e trocar por uma vitamina.”

O jovem está no 2º ano do ensino médio. Quando menino, sonhava em ser fuzileiro naval. “Agora, quero ser nutricionista”, diz, em meio a um sorriso largo. Na escola, ele tenta convencer os amigos a frequentar mais o refeitório. “Minha escola recebe alimentos do Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar]. Mas o pessoal ainda tem preconceito com a comida escolar. Preferem a coxinha e o refrigerante da lanchonete.” Lucas conta que alguns amigos são teimosos e não entendem que os alimentos da agricultura familiar são frescos e de qualidade.

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