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“Com a produção de hortaliças, até a nossa expectativa de vida mudou”

AGRICULTURA FAMILIAR

Plantio comunitário na comunidade quilombola Ribeirão da Mutuca, em Mato Grosso, está concorrendo ao Prêmio Caixa Melhores Práticas
publicado  em 17/11/2015 13h23
Foto: Sérgio Amaral/MDS

Brasília – O plantio comunitário de hortaliças mudou a vida das famílias na comunidade quilombola Ribeirão da Mutuca, em Nossa Senhora do Livramento (MT). Laura Ferreira da Silva, 38 anos, coordena a produção e é presidenta da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acorquirim). Ela conta que antes a comunidade não tinha infraestrutura e eles sobreviviam somente da plantação de banana, milho e cana. “Com a produção de hortaliças, até a nossa expectativa de vida mudou. Hoje nós conseguimos ter uma renda melhor e nossa alimentação é mais saudável.” 

O projeto desenvolvido na comunidade está concorrendo ao Prêmio Caixa Melhores Práticas, que reconhece e valoriza experiências bem-sucedidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas, e disseminá-las por todo o país. “Queremos mostrar para o Brasil e o mundo que é possível produzir uma alimentação saudável”, afirma Laura.

São 120 famílias que vivem na comunidade e metade delas são beneficiárias do Bolsa Família. Além da banana, milho e cana, eles produzem alface, rúcula, coentro, salsa, cebolinha e couve. “Todas as famílias trabalham na produção. Nós conseguimos produzir muito. E, em pouco tempo, o retorno financeiro é bem maior”, explica a quilombola.

As hortaliças são vendidas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e distribuídas para escolas e entidades de assistência social da região. Segundo Laura, a comunidade consegue entregar uma média de 12 quilos de alimentos por semana. “Tenho uma renda de mais ou menos R$ 600 por mês com a venda para o PAA e para as pessoas que moram na região que nos procuram por saber que são alimentos frescos e livres de agrotóxicos.”

A comunidade entrega o alimento direto nas escolas e esse contato com as merendeiras e professoras mostra que a alimentação saudável mudou os hábitos das crianças. “Elas não comiam frutas e verduras. Com a criatividade das merendeiras, as crianças passaram a gostar desses alimentos saudáveis.”

Os quilombolas aprenderam que comer verduras e hortaliças não é coisa de mandarová. “Era nossa cultura. Para nós, só as lagartas podiam comer isso. Agora nós vimos que os humanos também podem comer”, explica Laura. Para ela, comida de verdade é aquela sem agrotóxico, que traz benefícios e alimenta uma nação.

Pacto – Durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, a presidenta Dilma Rousseff assinou decreto que institui o Pacto Nacional pela Alimentação Saudável. O documento prevê a promoção do consumo de alimentos saudáveis e adequados e a ampliação das condições de oferta e disponibilidade desses alimentos para combater o sobrepeso, a obesidade e as doenças decorrentes da má alimentação da população brasileira. A medida incentiva a produção de alimentos orgânicos, agroecológicos e da agricultura familiar, para assegurar a oferta regional e local.

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