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“Brasil inova nas políticas sociais para incluir mais e chegar a quem mais precisa”

INCLUSÃO SOCIAL

Tereza Campello abriu o Lemann Dialogue 2015, na Universidade de Columbia, em Nova Iorque nesta quinta-feira (19)
publicado  em 19/11/2015 16h40
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, defendeu que as inovações implementadas pelo governo federal para atender a população mais pobre, por meio do Programa Bolsa Família e do Plano Brasil Sem Miséria, têm apenas um foco: “inovamos para incluir mais, chegar a quem precisa mais, com um gasto menor e com melhor atendimento”. Ela participou, nesta quinta-feira (19) do Lemann Dialogue 2015, na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. O encontro tem como tema a inovação no setor público brasileiro.

A ministra destacou que os gastos na área social não podem ser apontados apenas como um custo fiscal. “É isso que vai mudar a condição do Brasil nos próximos anos, com as crianças nas escolas, com mão de obra mais qualificada. Só assim poderemos sonhar em construir um país melhor.”

Responsável pela abertura do evento acadêmico internacional, a ministra destacou que, desde 2011, mais de 350 delegações de 92 países procuraram a pasta para compreender a maneira brasileira de construir políticas públicas. Ela explicou que um dos motivos do sucesso brasileiro é por executar ações em grande escala, que geram impacto para a população e que sejam abrangentes. “Tudo que estamos fazendo chega a milhões e tem impacto em um curto espaço de tempo. É isso que temos que fazer também nos países pobres para ter resultados.”

Tereza Campello também apresentou alguns resultados do Programa Bolsa Família, que atende a cerca de 13,8 milhões de famílias em todo o país. Por meio da condicionalidade de saúde, foi possível notar um aumento de 50% das consultas de pré-natal entre as beneficiárias, uma redução de 46% da mortalidade infantil causada pela diarreia e de 58% causada pela desnutrição. Na educação, o programa de complementação de renda acompanha cerca de 17 milhões de alunos e possibilitou uma redução na defasagem dos alunos mais pobres em relação à idade e ao ano cursado.  “Já temos uma geração no Brasil livre da fome e na escola.”

Segundo a ministra, o apoio das redes municipais e estaduais de educação, saúde e assistência social e o Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal permitiu o sucesso do Plano Brasil Sem Miséria. “A pobreza não é só de renda. As pessoas também são pobres pela falta de água, pela falta de acesso à saúde e à educação e a oportunidades”, comentou. “A ideia não é mensurar quantos pobres existem, mas atuar de acordo com as informações deles.”

Uma dessas pobrezas foi combatida no Semiárido, onde foi feita a construção de 1,2 milhões de cisternas para captação de água da chuva para o consumo humano e de mais de 159 mil tecnologias sociais de apoio à produção. “O que seria do Nordeste brasileiro, no quinto ano de seca, se não fossem as cisternas? É uma ação gigantesca, porque as mulheres deixaram de perder três meses por ano para buscar água.”

Além disso, a Busca Ativa, uma das estratégias do Brasil Sem Miséria, foi um dos pontos mais inovadores de atuação do governo. “Invertemos a forma de trabalhar. Agora não é o pobre correndo atrás do Estado, mas é o Estado incluindo essas famílias nas nossas ações”, contou. “Foi uma mudança de postura.”

Mesmo com tantos objetivos alcançados por meio das políticas públicas, a ministra reconheceu que ainda há muito a ser construído. “É um Brasil que ainda tem que avançar muito, mas é um Brasil muito mais igual.”

Agenda – Após participar da abertura do evento, ainda nesta quinta-feira, a ministra se reúne com o diretor do Programa de Alimentação Escolar da Prefeitura de Nova Iorque, Eric Goldstein, para conhecer a experiência implementada na cidade que tem revolucionado a alimentação dos alunos das escolas públicas com produtos mais saudáveis e com a redução de produtos químicos na alimentação. No período da tarde, ela se reúne com a diretora-executiva adjunta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Geeta Rao Gupta.

E, na sexta-feira (20), Tereza Campello se reúne com membros do Americas Society And Council of the Americas, organização que tem por objetivo a troca de experiências para criar soluções para os problemas dos países do continente americano.

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