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“Ao olhar para a pobreza, o país todo ganha”, afirma Tereza Campello

BOLSA FAMÍLIA

Ministra participou nesta quinta-feira (12) do 4º Fórum de Economia da UnB, em Brasília
publicado  em 13/11/2015 12h56
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – “Ter um país muito desigual não é bom para a economia. Ao olhar para a pobreza, não ganham só os pobres, o país todo ganha”, disse na quinta-feira (12) a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Ela participou, em Brasília, do 4º Fórum de Economia da UnB.

Tereza Campello falou sobre o tema Estado e Políticas Públicas. Ela apresentou os resultados dos 12 anos do Programa Bolsa Família e ressaltou que hoje ele é conhecido mundialmente e serve de referência para vários países. “Não tem nenhum programa no mundo que tenha sido mais estudado que o Bolsa Família. Ele alivia a pobreza e a fome, inclui e mantém as crianças na escola e ainda amplia o acesso à saúde.”

A ministra mostrou que cada R$ 1 investido no Bolsa Família reverte em R$ 1,78 para a economia. “Isso acontece porque a população gasta imediatamente o dinheiro do benefício com produtos que são produzidos no Brasil”, explicou. Segundo ela, o segredo do sucesso do programa foi dar o cartão para a mãe. “Os filhos são sempre prioridade da mãe. É a garantia de que esse dinheiro vai virar roupa, calçado, comida e material escolar”.

A prioridade dada pelo governo federal ao enfrentamento da fome e desnutrição foi destacada por Tereza Campello. “Com o aumento da renda, a população pobre passou a ter acesso aos alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar”, afirmou. Com isso, o país reduziu de 10% para 1,7% a população em situação de fome em pouco mais de uma década. “O resultado é a saída do Brasil do Mapa da Fome Mundial.”

Sobre o mito de que beneficiários do Bolsa Família não trabalham, a ministra mostrou dados que dizem o contrário. Quase metade dos beneficiários do Bolsa Família são menores de 18 anos. Dos adultos, 75% trabalham ou procuram emprego. “No Brasil, a população pobre trabalha. E trabalha muito.”

Saúde – O investimento na pobreza também gera impactos na saúde. Hoje, as gestantes do Bolsa Família fazem 50% mais pré-natal do que as que não estão no programa. “Isso reduz várias doenças, reduz a mortalidade infantil e melhora no peso das crianças.”

A complementação de renda reduziu mortalidade infantil por diarreia em 46% e em quase 60% a causada por desnutrição. O déficit de estatura das crianças também diminuiu em 51%.

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