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Saúde, educação e transferência de renda reduzem miséria entre crianças e adolescentes

BRASIL CARINHOSO

Ação Brasil Carinhoso garante que 8,1 milhões de meninos e meninas se mantenham fora da extrema pobreza, aumenta o acesso à educação infantil e previne males que prejudicam o desenvolvimento na primeira infância
publicado  em 02/03/2015 11h29
Brasil Carinhoso: Suplementação alimentar NutriSUS

Brasil Carinhoso: Suplementação alimentar NutriSUS

Niterói (RJ), 2 – As ações de educação, saúde e transferência de renda do Brasil Carinhoso tiveram como alvo uma das piores características da desigualdade no país: a forte concentração da miséria entre as crianças e os adolescentes de até 15 anos. Com a estratégia, o governo federal retirou 8,1 milhões de crianças e adolescentes da extrema pobreza em famílias.

Criado em 2012, o Brasil Carinhoso modificou o cálculo dos benefícios do Bolsa Família, o que resultou no aumento do valor repassado por criança e adolescente, principalmente aqueles considerados extremamente pobres. Além disso, fortaleceu o atendimento da educação infantil em creches e promoveu uma ações de reforço alimentar e nutricional.

Para prevenir e controlar as deficiências de vitaminas e minerais das crianças que estão em creches, o governo federal promove, nesta segunda-feira (2) o lançamento nacional da suplementação alimentar NutriSUS, prevista no Brasil Carinhoso. Mais de 330 mil crianças serão beneficiadas em 6.864 creches do país. Os sachês multivitamínicos, distribuídos a partir da parceria entre os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde e da Educação, começarão a ser usados neste primeiro semestre do ano letivo.

Primeira infância – O NutriSUS se soma a outras ações que previnem e tratam os males que mais prejudicam o desenvolvimento na primeira infância. A necessidade de ferro entre as crianças menores de 24 meses é muito elevada e dificilmente provida apenas por alimentos. Se não for suprida, pode levar à deficiência de ferro e à anemia. Já a falta de vitamina A acomete 20% das crianças menores de 5 anos e, quando severa, provoca deficiência visual e aumenta o risco de anemia e até de morte.

Com o Brasil Carinhoso, o Ministério da Saúde expandiu a distribuição de doses de vitamina A para crianças de seis meses a 5 anos nas Unidades Básicas de Saúde e em campanhas de vacinação, além de aumentar a oferta de sulfato ferroso. A distribuição gratuita, nas unidades do “Aqui Tem Farmácia Popular”, de medicamentos para asma – a segunda maior causa de internação e óbito de crianças – completa o pacote do Brasil Carinhoso na área da saúde.

E o Programa Saúde na Escola foi estendido às creches e pré-escolas. No ano passado, quase 20 mil creches receberam recursos do programa que incentiva a educação para a saúde, contemplando 1,1 milhão de crianças em creches e 2 milhões em pré-escolas.

Educação – Criada numa perspectiva de atenção integral, o Brasil Carinhoso garantiu a presença de 707 mil crianças de zero a 48 meses do Bolsa Família em creches. Para isto, o governo federal repassou, nos últimos três anos, R$ 1,4 bilhão para que as prefeituras aumentem o acesso da população mais pobre aos serviços de educação infantil.

A ação também incluiu um aumento de 66% no valor repassado pelo Ministério da Educação para a alimentação escolar de todas as crianças matriculadas em creches públicas e conveniadas com o poder público. 

Renda – O Brasil Carinhoso teve papel estratégico no combate à miséria no país, por enfrentar o problema na primeira infância, onde a concentração da pobreza extrema era maior. Crianças até seis anos – fase crucial do desenvolvimento físico, intelectual e emocional – representavam 10% da população, mas concentravam 17,4% do total de indigentes, o maior percentual entre as faixas etárias.

Em maio de 2012, quando foi lançada pela presidenta Dilma Rousseff, a ação Brasil Carinhoso garantiu que toda família com pelo menos uma criança de zero a seis anos passasse a receber uma renda mensal mínima de R$ 70 por pessoa da família. Esse valor equivalia, na época, à linha da extrema pobreza. O valor foi reajustado em 2014 para R$ 77.

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