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Sanear Amazônia seleciona famílias para ter acesso à água de qualidade

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Famílias dos municípios de Carauari, Juruá e Uarini, no Amazonas, serão as primeiras beneficiadas com tecnologias de acesso à água
publicado  em 26/05/2015 17h05

Brasília, 26 – O Memorial Chico Mendes contratou entidades privadas sem fins lucrativos, por meio de Chamada Pública, para implantar as tecnologias sociais de acesso à água para consumo nas reservas extrativistas da Região Norte. A Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) é a primeira entidade a iniciar a execução do Sanear Amazônia. Pelo projeto, serão instaladas 670 tecnologias nas reservas do Médio e Baixo Juruá que ficam nos municípios de Carauari, Juruá e Uarini (AM).

A execução resulta do termo de parceria assinado entre o Memorial Chico Mendes e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em dezembro de 2014. Com investimento de R$ 35 milhões, a meta é atender 2,8 mil famílias em oito reservas extrativistas da região Norte.

A analista de Políticas de Inclusão Produtiva do MDS Karla Oliveira explica que na Amazônia a população rural sofre com a carência de água de qualidade para consumo e com doenças e verminoses devido à ausência de saneamento básico. “O Sanear Amazônia representa uma das oportunidades de garantir água com qualidade para consumo humano e saneamento básico para comunidades extrativistas da região”, diz.

A Asproc está no processo de mobilização, seleção e cadastro das famílias em situação de extrema pobreza que não têm acesso adequado à fonte de água potável e que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. 

O próximo passo é a capacitação das famílias e das comunidades beneficiadas sobre a gestão da água e saúde ambiental. Os pedreiros, selecionados nas próprias comunidades, também serão capacitados para a construção das tecnologias. Após a capacitação, começa o processo de construção das tecnologias.

Tecnologias - Serão implantadas duas tecnologias: sistemas pluviais de Multiuso Autônomo e Multiuso Comunitário. No sistema Multiuso Autônomo, cada família poderá captar, armazenar e filtrar até seis mil litros de água da chuva. Já no Multiuso Comunitário, além das unidades domiciliares, também será instalado um módulo complementar de abastecimento com uma rede de distribuição, sendo acionado somente quando esgotar as reservas domiciliares.