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Realidade dos beneficiários das políticas de proteção social é transformada pelo trabalho dos assistentes sociais

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Atendimentos de qualidade e o comprometimento com a execução do trabalho para garantir direitos contribuem para a superação da pobreza
publicado  em 15/05/2015 10h00

Brasília, 15 – A vida de avó dedicada que cuida sozinha de quatro netos mudou quando a dona de casa Marize Sebastiana da Silva, 49 anos, conheceu a assistência social em 2014. Orientada pelos vizinhos, ela levou as crianças ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) na região do Parque Boa Esperança, no Rio de Janeiro, para apoiá-la a cuidar das crianças. “Lá elas teriam uma ocupação depois da escola”, lembra Marize. 

O trabalho social desenvolvido pela equipe do Cras proporcionou a inclusão da família no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Marize passou a participar dos encontros realizados pelo Serviço de Convivência, que proporciona o fortalecimento e empoderamento dos vínculos familiares e comunitários. 

A assistente social Isabela de Biase, que acompanha a família desde o início, identificou que eles tinham perfil para ser beneficiários do Bolsa Família. O valor de R$ 182 serviu para dar um pouco mais de conforto para a família de Marize. “Sem os assistentes sociais eu nunca saberia que teria esses direitos”, conta, emocionada, a dona de casa.

No Cras, a beneficiária descobriu não só ter direitos, mas passou a se reconhecer como parte da sociedade. Hoje, Marize se tornou uma multiplicadora do trabalho dos assistentes sociais, repassando todas as atividades do centro de atendimento para a comunidade onde vive. “Incentivo meus vizinhos a conhecerem os trabalhos do Cras. Assim como mudei minha vida para melhor, sei que eles também podem e lá encontrarão ajuda”, acrescenta.

Os assistentes sociais têm papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Eles identificam as necessidades das famílias, orientam, fazem o acompanhamento e o encaminhamento dessas pessoas aos serviços e programas da assistência social e a outras políticas. Atualmente, são 42.669 profissionais com formação em Serviço Social atuando no Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Para a secretária nacional de Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ieda Castro, os profissionais da área são essenciais para o avanço na luta contra qualquer forma de desigualdade e discriminação. “Nós, assistentes sociais, podemos com o nosso trabalho contribuir para que homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos tenham acesso ao pleno exercício de suas cidadanias”, ressalta.

Suas – O Suas, criado em 2005, está presente em quase 100% dos municípios brasileiros. Além das 10 mil unidades públicas de atendimento, conta com aproximadamente 13 mil entidades privadas que prestam serviços socioassistenciais.

Em todo o país são 7.511 Cras. Neles, trabalham equipes de assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais que fazem a inclusão das famílias no Cadastro Único para programas sociais do governo federal e as orientam para receber benefícios como o Bolsa Família, participar de cursos de qualificação profissional e desenvolver atividades que promovam o vínculo familiar e acesso a direitos.

unidades assistência social

Regiane Severo da Silva, 36 anos, moradora de Jacupiranga, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, é mãe de três filhos. Ela e o marido enfrentaram tempos difíceis até conhecerem, em 2007, o trabalho desenvolvido no Cras da cidade. Lá, ficaram sabendo que tinham direito a receber o Bolsa Família. Regiane conseguiu qualificação profissional, por meio de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

“Hoje, graças às oportunidades e ao apoio da assistente social que sempre nos acompanhou, nossa vida é outra. Qualquer coisa que precisávamos, ela dava o apoio necessário. Sabemos que podemos procurá-la e ao Cras que teremos ajuda”, conta.

Regiane arrumou um emprego e devolveu o cartão do Bolsa Família para que outras famílias também pudessem ter acesso ao benefício. Formada em Magistério, dá aula para crianças da pré-escola em uma instituição particular. Também voltou a estudar. Faz Pedagogia. Mas não abandonou o artesanato, que continua a complementar a renda.

“Tenho esperança de crescer na minha profissão e uma vontade muito grande de trabalhar com palestras de motivação junto com a equipe do Cras. Penso também em escrever um livro de como mudar de vida. Quero retribuir o que fizeram por mim”, diz.


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