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Certificação sanitária estadual amplia mercados

AGRICULTURA FAMILIAR

Medida anunciada pelo governo federal beneficia agricultores familiares que, a partir de agora, podem escoar a produção para outras regiões do país
publicado  em 11/05/2015 19h00

Brasília, 11 – O agricultor familiar Helvécio Soares, 50 anos, produz queijo minas frescal e iogurtes há seis anos na zona rural de Planaltina (DF). A partir de agora, com o certificado expedido pela Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipova), do Distrito Federal, ele poderá vender seus produtos para outros estados. Na quarta-feira (6), o governo federal lançou o Plano de Defesa Agropecuária 2015/2020 (PDA), que permite a comercialização em todo Brasil de produtos com certificação dos serviços sanitários estaduais, sem a necessidade do selo de Serviço de Inspeção Federal (SIF).

O agricultor conta que conquistou os padrões técnicos de qualidade e licenças sanitárias para produzir e vender, depois de uma série de qualificações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Ele defende a inspeção sanitária realizada em sua agroindústria com frequência. Segundo Helvécio, todos saem ganhando. “Com o certificado, o alimento dá mais segurança para o consumidor, porque nos exige uma estrutura e todo um trabalho de higienização. Isso é bom para o consumidor e para nós. Dá credibilidade e agrega valor ao nosso produto”, conta.

Para o agricultor Emílio Maldaner, 56 anos, que há quase 20 anos produz embutidos na zona rural do Distrito Federal, a medida anunciada pelo governo federal é um avanço. “É uma medida muito importante para nós, agricultores familiares, vendermos para outros estados. É um avanço na burocracia. Isso vai abrir mais mercados”, destacou o produtor. Atualmente, Maldaner consegue processar quase 1,5 tonelada de embutidos por mês. O produto é vendido em feiras e para restaurantes de Brasília. Ele afirma que, com a novidade, tem a capacidade de dobrar a quantidade de produtos que beneficia em sua agroindústria artesanal.

Simplificação – O anúncio feito pelo governo federal também prevê a simplificação de regras para classificação de produtos de origem vegetal nas compras públicas. Para o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, o novo plano diminui as burocracias e amplia o mercado para os agricultores familiares que beneficiam produtos de origem animal e vegetal. “Isso favorece a inclusão produtiva rural e contribui para a permanência dos jovens no campo”, apontou.

Sustentabilidade – O Plano de Defesa Agropecuária tem por objetivo o desenvolvimento sustentável do agronegócio, garantindo a preservação da vida e da saúde das pessoas e dos animais, a segurança alimentar e o acesso a mercados. O PDA introduz um novo modelo de gestão eficiente, capaz de fortalecer uma ação conjunta em nível federal, estadual e municipal.

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