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Alimentação saudável e segurança alimentar de povos tradicionais são prioridades para governo federal

COMBATE À FOME

Agenda inclui também ações de combate à pobreza e consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
publicado  em 27/05/2015 00h00

Brasília – Combater a obesidade e promover a alimentação saudável, reduzir a insegurança alimentar entre grupos populacionais específicos e reforçar ações de enfretamento à pobreza no meio rural. Estes são os principais objetivos do governo federal depois de o Brasil - entre os países mais populosos - apresentar a maior queda de subalimentados entre 2002 e 2014, que foi de 82,1%. No mesmo período, a América Latina reduziu em 43,1% esta quantidade.

De acordo com cálculo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), apenas 1,7% da população vive, hoje, em insegurança alimentar no Brasil. “Conseguimos reduzir muito o número de pessoas com fome, mas ainda temos um resíduo e temos que zerar este percentual”, destacou o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos.

O secretário explica que o objetivo do MDS é focalizar os territórios habitados por povos e comunidades tradicionais, onde a desnutrição aguda atinge 8% das crianças indígenas e 5,5 % das crianças quilombolas. Para isso, a ampliação e o aprimoramento das políticas de combate à pobreza e de inclusão produtiva rural são fundamentais. Arnoldo lembra que, nos últimos quatro anos, o governo federal criou uma rota de inclusão produtiva, que possibilitou o acesso das famílias mais pobres à água de qualidade, à assistência técnica e recursos, e a canais de comercialização, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A estratégia fortalece a agricultura familiar, reconhecendo seu importante papel na oferta de alimentos frescos e saudáveis para a população e na promoção da segurança alimentar e nutricional. “Queremos que as famílias produzam mais, melhorem a alimentação e gerem excedentes com qualidade para comercialização.”

A participação em programas de compras públicas de produtos da agricultura familiar, como o PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), e a garantia de acesso à água por meio da implantação de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para atender famílias agricultoras  do Semiárido continuam na pauta do governo para os próximos anos.

Obesidade – Além das ações de combate à fome e à pobreza, a luta contra a obesidade e as doenças causadas pela má alimentação é outra prioridade para o governo federal. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2014, 52% da população estavam acima do peso, sendo que 17% já é obesa.

De acordo com o secretário, os números apontam um padrão de vida sedentário aliado ao aumento do consumo de alimentos com alto teor de açúcares, sal e gordura. “Os problemas de saúde não são mais aquelas doenças causadas pela pobreza e pela desnutrição. As pessoas estão ficando doentes pelo que comem. Nós queremos reverter este quadro”, disse.

O desafio agora, explica ele, é diminuir o consumo de alimentos processados e ultraprocessados e aumentar o consumo de frutas, hortaliças, alimentos in natura e regionais. “Queremos continuar melhorando as condições de vida dos brasileiros”, destacou. Para isso, está na pauta do governo federal a promoção de ações de promoção da alimentação saudável e adequada e de educação alimentar e nutricional que melhorem a qualidade de vida das pessoas e ajudem a prevenir as doenças relacionadas à má alimentação.

Engajamento – Como forma de garantir a qualidade da alimentação dos brasileiros, o secretário Arnoldo de Campos ressaltou a importância da consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) para garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada. “O Sisan é o instrumento para conquistar estes objetivos porque é uma ação intersetorial. Não há como não trabalhar somente com a área da saúde, sem passar pela educação, sem a disponibilização dos alimentos saudáveis”, afirmou. “Os territórios de insegurança alimentar estão nos estados e nos municípios. Se não tiver engajamento deles, não é somente o governo federal que irá resolver o problema”, disse.

Informações sobre os programas do MDS:
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