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Acesso à água muda a realidade de agricultores do Semiárido

TECNOLOGIAS SOCIAIS

Mais de 120 mil famílias receberam tecnologias para produção de alimentos na região
publicado  em 15/05/2015 11h00

Brasília, 15 – Com a construção da cisterna calçadão, a vida da família de Maria Aparecida da Silva, 50 anos, de Lagoa da Volta (SE), começou a mudar. “Hoje eu digo que sou uma mulher rica. Faz quatro anos que eu recebi a cisterna e, podendo armazenar água da chuva, comecei logo a plantar.” Assim como Maria Aparecida, mais de 120 mil famílias receberam tecnologias sociais de captação de água da chuva para produção de alimentos. Além das tecnologias para produção, 1,1 milhão de famílias receberam reservatórios e hoje têm água de qualidade para beber, cozinhar e para a higiene pessoal.

 


Antes da cisterna, com cinco filhos dentro de casa, a família de Maria Aparecida vivia de bicos. O programa Bolsa Família completava essa renda. “A vida melhorou muito. Nós morávamos em um povoado e a situação era muito difícil. Só Deus mesmo. Hoje, trabalhamos muito, mas trabalhamos para nós mesmo.” A produção na propriedade da agricultora, chamada Sítio Verde, alimenta toda a família que, com filhos e netos, soma 19 pessoas.

O excedente das frutas e verduras, ela vende em uma feira do município onde mora. “Toda sexta-feira, coloco a minha produção em um carrinho de mão e vou para a feira vender. Mas nem sempre eu chego lá, pois acaba tudo pelo caminho. Também deixo um pouco da produção em casa, pois muitas pessoas vão até lá para comprar”, diz.

As tecnologias sociais de captação de água da chuva para produção, com capacidade para 52 mil litros de água, abastecem os agricultores do Semiárido. Além dos reservatórios, eles podem ter acesso à assistência técnica especializada e a recursos para investir nas propriedades, e contam com o apoio à comercialização da produção, por meio de compras públicas e privadas.

Já as cisternas de placas são tecnologias sociais – soluções simples e de baixo custo – para captar e armazenar água da chuva. Cada família recebe um reservatório de água para consumo próprio com capacidade para armazenar 16 mil litros. Com isso, é possível que essa família, com até cinco pessoas, possa ter água para beber e comer por até oito meses.

Lançado em 2011, o Programa Água para Todos é uma ação do governo federal, executada pelos ministérios da Integração Nacional, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Meio Ambiente, além da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Fundação Banco do Brasil, da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As ações são executadas em parceria com organizações da sociedade civil, como a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), estados, consórcio públicos municipais e bancos públicos, como o Banco do Nordeste.


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