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Grupos de convivência fortalecem vínculos familiares

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Cras em Nova Bréscia (RS) desenvolve projetos para crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência
publicado  em 18/06/2015 20h00

Brasília  – A convivência, a socialização e o acolhimento de famílias são estratégias da política de proteção social que buscam a melhoria da qualidade de vida da população. Além de atender famílias em situação de vulnerabilidade social, os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) ofertam serviços socioassistenciais a todos que dele necessitem.

Um exemplo é o município de Nova Bréscia (RS), com pouco mais de três mil habitantes. O único Cras da cidade atende crianças, adolescentes, adultos e idosos, independentemente da renda. A maior demanda do município é pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

E foram justamente os grupos de convivência que mudaram a vida do casal Armando e Irdes Cigolini. Frequentadores da unidade há 10 anos, antes eles viviam “parados e desanimados”, como diz Armando, 73 anos. Hoje, eles não faltam às reuniões do projeto Conviver. Cerca de 200 idosos se encontram para praticar atividade física, dança, brincadeiras e assistir palestras. “Faz muita diferença nas nossas vidas, ganhamos muitos amigos. É muito bom para a nossa saúde. Não perdemos nenhum evento”, conta.
                                                                                                                                                              

Irdes Cigolini diz não ter palavras para agradecer o carinho que recebem na unidade. Aos 67 anos, a aposentada explica que passou por problemas graves de saúde; enfrentou uma tuberculose e se recuperou, “graças a todo o apoio que recebi da equipe do Cras”. “Quando nos convidaram a fazer parte do grupo de idosos, foi uma maravilha. Eu não pensava que era uma coisa tão boa assim. Conversam com a gente sobre a vida, os cuidados, a saúde. É muito bom para nós”, ressalta.

A coordenadora e assistente social Márcia Garibotti Lourenzon, explica que a unidade não é exclusiva para pessoas de baixa renda. “O Cras não é unicamente para a população pobre, atendemos a todos, porque a necessidade às vezes não é só de renda. Entendemos que é importante o trabalho em grupo e de socialização que desenvolvemos. E a comunidade percebe a importância do trabalho e busca os nossos serviços”, destaca.

No Cras, as crianças menores de 6 anos contam com atividades de ginástica artística e trampolim, no contraturno escolar. Na faixa etária de 7 a 14 anos, além desta mesma atividade, eles ainda têm o curso de educação preventiva, com atividades de leitura, desenho, recreação, interpretação, dramatização e trabalhos pedagógicos. Temas como regras de convivência, valores, sonhos, profissões, relações familiares, uso de drogas, e educação ambiental também são abordados.

“O atendimento alcança 100% das crianças das escolas do campo, em uma parceria do Cras com a rede de educação, que disponibiliza transporte para aquelas que moram em comunidades mais distantes, garantindo acesso aos projetos”, conta Márcia. Já os adolescentes, entre 14 e 17 anos, realizam atividades de artesanato e acrobacia, também em complemento ao horário escolar.

Trabalho e renda – Atividades de convivência também envolvem os adultos que procuram o Cras. Uma parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais possibilita a oferta de cursos nas áreas de produção de alimentos, jardinagem, embelezamento da propriedade e patchwork. A unidade ainda desenvolve o projeto Mercado de Trabalho. Anualmente, é realizada uma feira de profissões e workshops com profissionais e estudiosos, para auxiliar os jovens nas suas escolhas profissionais.

Outra iniciativa que tem apresentado bons resultados é o projeto Banco de Empregos, que encaminha famílias de baixa renda para o mercado formal, em uma parceria com empresas do município e cidades vizinhas. “É uma ação de fortalecimento das famílias que estão no Bolsa Família para poder garantir renda e sustento à elas”, conta a coordenadora.

Os empregos ofertados são com carteira assinada, uma garantia de acesso a direitos sociais. Aquelas famílias que chegam de municípios vizinhos também são atendidas e acolhidas pela equipe do Cras. “Fazemos o trabalho de acolhimento, escuta, verificamos se a família tem onde morar, se a criança já está na escola. Se for necessário fazemos a inscrição no Cadastro Único para conceder o benefício, ou as encaminhamos direto para o mercado de trabalho”, reforça Márcia.

Busca ativa - Um trabalho que vem sendo intensificado no município é a atenção com o idoso. Desde o ano passado, o Cras desenvolve um projeto de atendimento domiciliar para aqueles que moram em comunidades distantes, estavam em situação de isolamento social e não tinham acesso às atividades.

“Conseguimos atender esses idosos, verificar todas as necessidades, fazer a busca ativa e inseri-los nos grupos de convivência”, diz Márcia. Segundo ela, o atendimento exclusivo na casa faz com que eles se sintam valorizados. “É um trabalho diferenciado na região. São 180 idosos a mais sendo contemplados com esse novo projeto”, destaca.

O Cras do município ainda promove atividades durante o ano para reunir todos os usuários atendidos e seus familiares, como gincanas de integração e uma mostra de talentos, onde são apresentados todos os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano. “Colocamos no palco tudo que conseguimos perceber de bonito que as pessoas sabem fazer, os talentos que surgem no decorrer do nosso trabalho, e todos participam com muita alegria”, ressalta a coordenadora.

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