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Comunidade aprende a fazer o bom uso da água antes da construção das cisternas

COMUNIDADE QUILOMBOLA

Nos municípios baianos de Curaçá e Remanso, 120 famílias terão acesso à água de qualidade
publicado  em 22/06/2015 00h00

Brasília, 22 – A professora Paula Rogéria dos Santos, 37 anos, mora na comunidade quilombola Vila Aparecida, no município de Remanso (BA). Ela, o marido e três filhos aprenderam, na última semana, a fazer o bom uso da água das cisternas - tecnologia simples e de baixo custo que possibilita que uma família de cinco pessoas possa conviver com a estiagem por até oito meses. Durante capacitação, elas também receberam orientações sobre como conviver com a seca.

As orientações foram repassadas para as famílias das comunidades de Remanso e Curaçá antes da construção de 120 tecnologias sociais de captação e armazenagem de água. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sertão do São Francisco (Constesf). Com a ação, serão construídas 1.556 cisternas para consumo humano e outras 2.104 tecnologias sociais de acesso à água para produção em 10 municípios do interior da Bahia.

Paula conta que aprendeu como deve limpar a cisterna e tratar a água. “Além disso, eles falaram sobre os cuidados que devemos ter com o telhado no momento das chuvas. A primeira chuva é para lavar o telhado. Somente a partir da segunda chuva é que começamos a armazenar a água. Também aprendi que, no período da seca, temos que tirar os canos para eles não ressecarem”, explica.

Para a professora, a chegada da cisterna vai melhorar muito a vida da sua família. “É uma água boa para beber e cozinhar.” Ela conta ainda que seu marido está começando a criar galinhas e que a seca dificulta muito a produção. “Nossa esperança é, mais para frente, receber também uma tecnologia de acesso à água para produção, assim vamos produzir para nossa família e para vender também.”

Ela lembra que a dificuldade para ter água em casa ainda é muito grande. “Hoje o carro pipa da prefeitura abastece o reservatório da comunidade que tem capacidade para 12 mil litros de água. Esse reservatório abastece as 50 casas da vila em esquema de revezamento. Metade das famílias recebe água em um dia. A outra metade recebe no dia seguinte”, relata.

No processo de capacitação as famílias também aprendem como cuidar do meio ambiente onde vivem. O assessor da coordenação-geral de Acesso à Água do MDS, Fernando Berwerth Pachiega, explica que a capacitação leva em consideração as necessidades de cada comunidade. “Nessas capacitações também são formados grupos de trabalho para o acompanhamento e controle das construções das unidades familiares.”

Fernando diz ainda que a capacitação de beneficiários é parte essencial para a sustentabilidade do Programa Cisternas. “A experiência vem demonstrando que, somente com o envolvimento das famílias e a devida conscientização e orientação, é possível garantir a adequada utilização da cisterna”, frisa.

O coordenador-geral de Campo do Constesf, Mauro de Macedo Souza, conta que a capacitação acontece em grupos de no máximo 35 famílias. “Cerca de 10 dias após a capacitação inicia o processo de construção das cisternas e as famílias participam ativamente desse processo, que dura em média quatro dias”, explica.

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