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Com cisterna de água para produção, agricultora familiar se sente mais preparada para a seca

ACESSO À ÁGUA

Santildes Bispo dos Santos, de Barrocas (BA), produz feijão, milho, frutas e hortaliças graças à tecnologia social de captação de água para produção. Entre 2003 e maio de 2015, o governo federal entregou mais de 121,4 mil tecnologias no Semiárido
publicado  em 15/06/2015 14h00

Brasília – Santildes Bispo dos Santos, 45 anos, não lembra exatamente quando a primeira cisterna foi construída ao lado de sua casa, mas conta como essa tecnologia social mudou sua vida para melhor. Mãe de quatro filhos, ela não precisa mais andar uma légua (quatro quilômetros) por dia, com uma lata na cabeça, em busca de água para beber e cozinhar. “Faz tanto tempo que nem me lembro quando a primeira cisterna chegou aqui em casa”, diz. É assim que a agricultora familiar começa a contar sua história.

A seca não preocupa mais sua família como antes. Moradora da cidade de Barrocas (BA), ela relata que a vida era bem difícil sem as cisternas, mas hoje, com a água da chuva armazenada, produz alimentos e os comercializa na cidade. “Sem a água tudo era ruim demais. Eu andava uma légua, com um filho no colo e lata na cabeça, em busca de água. Graças a Deus não passo mais necessidade. Estou produzindo alimentos para o nosso consumo e até consigo vender o restante na barraquinha que consegui montar na cidade”, afirmou.

A lavoura começou a crescer graças à cisterna calçadão, tecnologia social de captação de água para produção, construída em 2012. Santildes produz feijão, milho, mamão, maracujá, pimentão e hortaliças – tudo orgânico –, além de criar galinhas. “Com certeza minha vida está muito melhor”, conta. Além da feira, Santildes também já vendeu sua produção para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Agora, quer aumentar a plantação para vender mais.

Segundo a agricultora, os recursos do Programa de Fomento às Atividades Rurais também foram essenciais para melhorar sua produção. “Com os recursos do Fomento, comprei arames para a plantação, blocos e cimento para melhorar a casa e um carrinho de mão que eu estava precisando muito.” O programa tem possibilitado a implantação e a melhoria da estrutura produtiva dos beneficiários, além do acúmulo de patrimônio produtivo (com a aquisição ou a ampliação dos rebanhos e a construção de pocilgas e galinheiros, entre outros). Tem mudado também sua forma de produzir, com a ampliação e a diversificação da produção de alimentos orgânicos, sem falar da renda, que tem aumentado, por meio da comercialização do excedente de produtos (com melhor qualidade, inclusive) nos mercados locais e com os programas governamentais (PAA e Programa Nacional de Alimentação Escolar).

Sobre o futuro, Santildes diz que já conta com a ajuda da filha Irene, 18 anos, que está no primeiro ano da faculdade de Engenharia Agrícola, para melhorar e diversificar ainda mais sua produção. “Ela vai nos ajudar na roça, mas espero que arranje um emprego aqui mesmo na agricultura”, sonha a agricultora, que é beneficiária do Bolsa Família. O benefício ajuda a família a pagar as contas de água e energia.
 
Soluções - Entre 2003 e maio de 2015, o governo federal entregou mais de 1,1 milhão de cisternas de água para consumo humano no Semiárido e 121,4 mil tecnologias sociais voltadas à produção de alimentos.

As cisternas – soluções simples para captar e armazenar água da chuva – amenizam os efeitos da seca prolongada. Com isso, é possível que uma família de cinco pessoas possa conviver com a estiagem por até oito meses.


O programa Água para Todos é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério da Integração Nacional, que o coordena, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério do Meio Ambiente, da Fundação Banco do Brasil, da Petrobrás e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As ações são executadas em parceria com estados, consórcio públicos, entidades privadas sem fins lucrativos e bancos públicos, como o Banco do Nordeste.

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