Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Notícias > 2015 > Junho > Cisternas nas Escolas: comunidade aprende sobre gestão da água no interior da Bahia

Notícias

Cisternas nas Escolas: comunidade aprende sobre gestão da água no interior da Bahia

ACESSO A ÁGUA

Pais, merendeiras e outros funcionários de escolas públicas rurais participam de encontro em Quijingue (BA). Ação é uma das primeiras no processo de construção de 1.150 cisternas escolares no estado. Em todo o Semiárido, serão 5 mil unidades entregues até 2016
publicado  em 01/06/2015 16h55

Brasília, 1º - O projeto Cisternas nas Escolas, parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), vai construir 10 reservatórios de água em comunidades de Quijingue (BA), município a 322 quilômetros de Salvador, com mais de 70% da sua população vivendo no meio rural. Mas antes da construção das cisternas escolares, as comunidades vão aprender a fazer a gestão da água armazenada, além de receberem noções de segurança alimentar e nutricional e de temas de convivência com o Semiárido para a educação infantil. 

Pais, merendeiras e outros funcionários das escolas públicas rurais participam até esta terça-feira (2) de capacitação sobre gestão da água no ambiente estudantil. O encontro é um dos primeiros passos no processo para a entrega das 1.150 cisternas escolares na Bahia. Em todo o Semiárido, 5 mil unidades serão entregues até 2016. 

Cisternas Escolares
Estado
Escolas a serem atendidas
AL
310
BA
1.150
CE
725
MG
300
PB
775
PE
906
PI
375
RN
375
SE
84
Total
5.000

Além de ser fundamental para captação da água da chuva em regiões que convivem com a seca, a construção das cisternas em escolas do Semiárido é um importante apoio na ampliação do acesso à água nas comunidades, como nas ações dos carros-pipas, que passam a contar com esta tecnologia social também para o atendimento das famílias da região.

De acordo com o coordenador-geral de Acesso à Água do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Igor Arsky, a participação dos funcionários no processo de construção e de gestão e aproveitamento da água é fundamental. “Todos devem participar, entender o processo e aprender sobre o manejo das cisternas nas escolas para que possam cuidar do reservatório e aproveitar bem o recurso que estará disponível para o consumo das crianças”, destaca.

No encontro, a comunidade escolar vai aprender sobre o armazenamento, o tratamento e a disponibilização da água, além de assuntos como higiene e a importância do recurso natural na qualidade de vida da população da região. 

A técnica em educação do Movimento de Organização Comunitária (MOC), ligado à ASA, Bernadete Carneiro, explica que, com a ação, pais e funcionários das escolas terão mais cuidado com a água. “Se eles não tiverem esse cuidado com a água, as crianças não terão esse direito garantido. Muitas levam a água de casa para a escola; às vezes, sem nenhum tratamento. Com as cisternas, os alunos terão água de qualidade que, com certeza, irá refletir no aprendizado. É uma melhoria de vida”, afirma Bernadete. 

Na próxima semana (dias 8 e 9), a capacitação será voltada para os professores e coordenadores das escolas rurais do município. O objetivo é que eles possam utilizar em sala de aula temas que destaquem a importância da água e as iniciativas de convivência com o Semiárido.

Projeto – A parceria entre o MDS e a ASA vai construir 5 mil cisternas para captação de água da chuva em escolas públicas rurais do Semiárido até 2016. O repasse do ministério para a ação é de R$ 69 milhões. 

A cisterna escolar é construída nos mesmos moldes das cisternas de água para consumo familiar. Desde 2003, mais de 1,1 milhão de reservatórios foram instalados no sertão. Construída com placas de cimento, a cisterna escolar tem capacidade para armazenar 52 mil litros. Garante o acesso à água por até oito meses (contando 20 dias de aula por mês).