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Bolsa Família impacta na redução da desigualdade educacional

EDUCAÇÃO

Programa contribuiu para o aumento significativo do número de estudantes que concluíram o ensino fundamental até os 16 anos
publicado  em 12/06/2015 20h00

Brasília – Além de garantir renda para as famílias, o Bolsa Família contribuiu para o aumento significativo do número de estudantes que concluíram o ensino fundamental até os 16 anos. Em 1992, o percentual era de apenas 7% entre os 20% mais pobres. Em 2013, esse percentual saltou para 56%.

O resultado faz parte da pesquisa Plano Nacional de Educação e Programa Bolsa Família, elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O levantamento foi apresentado nesta sexta-feira (12), no Sexta com Debate.

De acordo com o coordenador-geral de Integração e Análise de Informações do MDS, Flávio Cireno, o bom resultado se deve ao acompanhamento da condicionalidade de educação dos alunos beneficiários do Bolsa Família e à articulação intersetorial das políticas públicas. “Os beneficiários do programa estão dentro da escola e aumentando a escolaridade média. Hoje, está acontecendo uma revolução silenciosa no país graças à integração das políticas”, disse.

Entre 2003 e 2013, segundo a pesquisa, a escolaridade média entre os 20% mais pobres aumentou em um ritmo mais acelerado que o do restante da população. As pessoas em situação de pobreza passaram a ter 2,2 anos a mais de estudo, enquanto os outros 80% da população ganharam 1,3 ano de estudo. 

Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Conselho Nacional de Educação, Joaquim José Soares Neto, o Bolsa Família contribuiu muito para a melhora do acesso à educação no Brasil. “A pesquisa demonstra um considerável avanço. Talvez não na velocidade que gostaríamos. Mas não podemos ser pessimistas e dizer que o resultado é ruim. Isso não é verdade”, afirmou. Neto ressaltou ainda que a condicionalidade de educação é um compromisso importante para garantir a frequência escolar das crianças e jovens. 

Diretor de programas da secretaria executiva do Ministério da Educação, Daniel Ximenes destacou que as ações de intersetorialidade do Bolsa Família são o grande diferencial do programa. “O Bolsa é uma referência para um trabalho que pode ser cada vez mais articulado e intersetorial entre as áreas de educação e de assistência social.”

Promovido pelo MDS, o Sexta com Debate ocorre quinzenalmente, com o objetivo de promover a discussão sobre temas relacionados ao desenvolvimento social no Brasil e no mundo.


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