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Tecnologias incentivam permanência dos agricultores familiares

SEMIÁRIDO

Só em Pernambuco, mais de 26 mil famílias rurais estão sendo incluídas produtivamente por meio da ação
publicado  em 13/07/2015 12h00

Brasília – Jacilene Maria dos Ramos, 27 anos, de Caruaru (PE), recebeu há quatro meses uma cisterna calçadão para armazenar água da chuva e ajudá-la na criação de galinhas. Junto com a tecnologia social, ela também recebeu um kit produtivo – um canteiro para o plantio de hortaliças e um galinheiro - que fez com que ela quadruplicasse a criação, que passou de 60 para 250 de aves. “Mesmo com a seca, temos condição de produzir.”

De março para cá, Jacilene e o marido, Flávio Bezerra da Silva, já conseguiram vender R$ 500 em aves, ovos e hortaliças para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Eles pretendem, até o final deste ano, completar a cota de R$ 6,5 mil que eles podem comercializar para o programa. Depois da mudança de vida, ela já não pensa mais em deixar o campo. “Antes da cisterna e do kit produtivo, já estávamos pensando em parar de produzir por causa da seca.” Outro motivo que vem deixando a agricultora feliz é a oportunidade de armazenar a água da chuva que começa a cair na região. “Nas últimas duas semanas, a água da cisterna calçadão já aumentou mais de um palmo.”

Em Pernambuco, como Jacilene, mais de 26 mil famílias rurais estão recebendo as tecnologias sociais de armazenamento de água para a produção com capacidade de 52 mil litros e começam a ser incluídas no mercado produtivo. Desde 2011, R$ 284 milhões estão sendo investidos nesta parceria do governo federal com o governo estadual e com o apoio de entidades da sociedade civil. São cinco modalidades entregues: galinheiro, forrageira (silagem e ração), banco de forragem (palma adensada), canteiro econômico e pomar frutífero.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, a cisterna de produção aliada ao kit produtivo tem o objetivo de incentivar a vocação agrícola das famílias do Semiárido. “Em muitos casos, é a primeira vez que essa família sertaneja vai ter água disponível para produzir. Agora eles têm uma infraestrutura hídrica que dá uma nova capacidade produtiva juntamente com os kits que são um pontapé inicial numa nova etapa da vida dessas famílias, que darão um salto na forma de convivência com o Semiárido.” Campos ainda ressaltou que as entidades que estão executando a parceria também oferecem assistência técnica para as famílias sobre agroecologia e a melhor forma de aumentar a produção.

Convivência com a seca – Desde 2003, mais de 1,1 milhão de cisternas de água para consumo humano foram entregues pelo governo federal a famílias de baixa renda em todo o Semiárido. Cada reservatório tem capacidade de armazenamento de 16 mil litros de água e pode abastecer uma família de cinco pessoas por até oito meses. No mesmo período, foram construídas também 120 mil tecnologias sociais de captação de água de chuva para auxiliar na produção de alimentos e na criação de animais.

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