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Tecnologias de acesso à água mudam a vida de agricultores familiares de Alagoas

ACESSO Á AGUA

Já foram entregues 2,6 mil tecnologias em 17 municípios alagoanos. Até dezembro deste ano, outras 1,4 mil famílias serão beneficiadas
publicado  em 02/07/2015 00h00

Brasília, 2 – Moradora da comunidade Poço, no município de Senador Rui Palmeira (AL), a agricultora familiar Elda Maria Souza Silva, 40 anos, sempre teve dificuldade em conseguir água para beber e para a produção agrícola. “Tinha que caminhar muito para pegar água em um poço. Também tinha o carro pipa que ajudava, mas mesmo assim era muito complicado. Quando eu recebi a cisterna para consumo, melhorou bastante, mas com as tecnologias de acesso à água para produção a nossa vida mudou.”

Garantir que os agricultores familiares do Semiárido alagoano tenham água para fortalecer sua produção é o objetivo de convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Consórcio para o Desenvolvimento da Região do Ipanema (Condri). Já foram entregues 2,6 mil tecnologias sociais de acesso à água em 17 municípios e, até dezembro deste ano, outras 1,4 mil famílias serão beneficiadas.

O coordenador de Acesso à Água para a Produção de Alimentos do MDS, Vitor Leal Santana, explica que cada família recebe duas tecnologias. “A proposta é associar o pequeno barreiro com a cisterna aprisco. A partir daí é desenvolvido um sistema produtivo que inclui uma pequena horta, mudas frutíferas, criação de galinhas, ovinos e caprinos, além da distribuição de sementes de feijão, milho e sorgo”, diz.

O pequeno barreiro é uma escavação em terreno um pouco inclinado para facilitar a irrigação por gravidade, dispensando o uso de bombas elétricas. Na parte mais alta do terreno é colocado o tanque de armazenagem, com capacidade para até 300 mil litros d’água. Já a cisterna aprisco é um reservatório com capacidade para armazenar 16 mil litros de água, captada do telhado de aprisco.

“O pequeno barreiro é uma alternativa para os agricultores acumularem água nas propriedades para uso em pequenas áreas, principalmente para irrigação de pequenas lavouras, hortas, pomares e criação de animais. Já a cisterna aprisco tem a vantagem de disponibilizar ao agricultor um espaço que, além de captar a água da chuva, permite guardar os animais”, explica Vitor.

Junto com as tecnologias, o agricultor recebe um kit simplificado de irrigação, instalação de roçados para a produção das sementes e alguns animais pequenos. “Hoje, crio ovelhas, porcos, galinha. Tenho plantação de feijão, milho, palma e capim. Além do nosso consumo, consigo vender um pouco na feira que acontece toda semana aqui no meu município”, conta Elda.

Reservatórios  Entre 2011 e maio de 2015, o governo federal entregou 114 mil tecnologias sociais voltadas à produção de alimentos. Essas tecnologias garantem que os agricultores mais pobres do Semiárido convivam com os períodos de estiagem. Além dos reservatórios, as famílias podem ter acesso à assistência técnica especializada, a recursos para investir nas propriedades e à energia elétrica, e contam com o apoio à comercialização da produção, por meio de compras públicas e privadas.

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