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Políticas públicas melhoram a vida das mulheres agricultoras

SEGURANÇA ALIMENTAR

Experiências foram relatadas no encontro temático sobre a atuação das mulheres na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional, em Porto Alegre (RS)
publicado  em 09/07/2015 21h00

Porto Alegre – As possibilidades abertas pelas compras do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) mudaram a vida das mulheres agricultoras do município de Simonésia (MG). Teresinha Souza Trindade é uma delas. Ela produz feijão, milho e mandioca, além de verduras e frutas. Os produtos são comercializados para os programas, e, posteriormente, distribuídos para creches, escolas estaduais, asilos e centros de convivência da região.

“Conseguimos acessar políticas públicas no campo, o que nos leva a ter nossa renda, nossa autonomia, mas as mulheres precisam ter mais participação”, afirma. Teresinha participou do encontro temático sobre a atuação das mulheres na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional, em Porto Alegre (RS). No evento, ela representa o Coletivo Estadual de Mulheres da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Minas Gerais. 

Hoje, conta ela, as mulheres têm um conjunto de ações que favorece a permanência das famílias no campo. Mas, diz ela, é importante aumentar o investimento na produção agroecológica. “Nossa vida está no campo. Quando trabalho na minha propriedade, não sou a única beneficiada. Estamos tratando com a vida das pessoas, então os produtos devem ser agroecológicos. Queremos produzir mais para comercializar.”

Para a agricultora, a soberania alimentar está associada também à produção de sementes. “Você tem que saber a origem da sua própria semente, porque aqueles grãos vão ser transformados em comida. Precisamos criar bancos de sementes. Isso tem que ser valorizado.” Teresinha defende ainda que o debate sobre segurança alimentar e nutricional, com mais participação das mulheres, seja contínuo. “A diversificação da produção passa pelas mãos das mulheres que são mais sensíveis quanto à importância de ver o produto na mesa como um alimento saudável. A lógica do mercado atinge mais os homens”, acredita.

Autonomia  Cledeneuza Maria Bezerra Oliveira é presidente da Cooperativa Interestadual de Mulheres Quebradeira de Coco Babaçu, que abrange os estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. Ela mora no município de São Domingos do Araguaia (PA), onde produz azeite, farinha, sabonete e sabão do coco do babaçu. “Nossos produtos são importantes para a segurança alimentar e nutricional, porque são puros, sem agrotóxico. O azeite, além de dar o sabor na comida, é medicinal. Da farinha, fazemos o mingau, o suco, a vitamina. É um amido que tem muito ferro; é bom para anemia.”

Para ela, o conjunto de políticas públicas do governo federal possibilitou mais autonomia às mulheres do campo. “Não acessávamos nada. Antes de políticas como o PAA, por exemplo, nossas mulheres não tinham renda. Produziam apenas para consumo. Hoje, elas conseguem comercializar o que produzem.” 

Segundo Cledeneuza, o debate sobre segurança alimentar é oportuno. “Hoje as pessoas estão muito doentes por causa da má alimentação.” Promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com o apoio da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), o encontro em Porto Alegre é preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, marcada para novembro, com tema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”.

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