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Mulheres têm papel fundamental na garantia da segurança alimentar

SEGURANÇA ALIMENTAR

Encontro temático preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional reúne mulheres do campo, da cidade, das florestas e das águas em Porto Alegre (RS)
publicado  em 08/07/2015 14h00

Porto Alegre – O sucesso da estratégia brasileira de combate à fome foi reconhecido em 2014, quando o país deixou o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, por ter menos de 5% de subalimentados. Um dos desafios agora é avançar com as políticas públicas para encontrar as famílias que ainda se encontram em situação de insegurança alimentar.

“Precisamos olhar as diferenças dentro dos vários segmentos. E as mulheres têm papel fundamental na garantia da segurança alimentar e nutricional”, disse a secretária adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal. Ela participou da abertura do encontro temático “Atuação das mulheres na construção da soberania e segurança alimentar e nutricional”, em Porto Alegre (RS), nesta quarta-feira (8).

Lilian ressaltou as ações de acesso à água, como a entrega de cisternas no Semiárido, o que beneficiou mais de 1,1 milhão de mulheres - antes elas perdiam várias horas por dia e andavam longas distâncias com latas na cabeça em busca de água. Ela também falou sobre as tecnologias sociais para produção e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que conta com 50% de participação feminina. “São políticas que mudaram o patamar social das mulheres. Precisamos construir propostas que nos permitam chegar à conferência nacional com questões concretas que viabilizem políticas em torno do acesso a alimentação saudável e adequada”, acrescentou.

Para ela, os encontros temáticos também são importantes para a consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Outro fator fundamental para o fortalecimento do sistema é a elaboração do novo plano nacional de segurança alimentar e nutricional. Para isso, Lilian reforçou a necessidade dos estados elaborarem seus projetos. “É importante que os estados organizem esses planos para conseguirmos observar as ações que vêm sendo executadas e os desafios. Precisamos ter os planos de segurança alimentar e nutricional estaduais para o avanço do Sisan”, afirmou.

Promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com o apoio da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), o encontro em Porto Alegre é preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, marcada para novembro, com tema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”.

A programação, que prossegue até esta quinta (9), inclui o relato de experiências de mulheres do campo, da cidade, das florestas e das águas sobre a produção de alimentos e os desafios enfrentados para garantir renda para as famílias e promover o desenvolvimento sustentável e a alimentação adequada e saudável.

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