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“Fico tranquila porque os alimentos que produzo chegam até as crianças”

SEGURANÇA ALIMENTAR

A agricultora familiar Maria Margareth Cunha, vende parte da produção de hortaliças para as escolas do município de Esperantinópolis (MA) por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)
publicado  em 10/07/2015 17h57

Porto Alegre – Todo mês, a agricultora familiar Maria Margareth Costa Cunha, 52 anos, do assentamento Palmeiral Vietnã, vende parte de sua produção de hortaliças para as escolas do município de Esperantinópolis (MA), graças ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O programa determina, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devem ser utilizados na alimentação escolar, com a aquisição de produtos da agricultura familiar local e regional. Com a venda, a agricultora ganha R$ 800 por mês. 

Para ela, políticas públicas como o Pnae e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), fortalecem o trabalho das mulheres. “Elas só saem da dependência do marido se tiverem autonomia econômica. E essas políticas públicas, além de melhorar a renda, proporciona essa autonomia”, afirma.

Maria Margareth conta que fica feliz ao saber que o que produz vai para a alimentação escolar. “Fico tranquila porque os alimentos que produzo de forma limpa chegam até as crianças. Estamos ajudando todas elas a terem mais saúde. Alimentos saudáveis previnem doenças”, diz a agricultora, que participou do encontro temático sobre a atuação das mulheres na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional, em Porto Alegre (RS).

A agricultora integra o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste, que reúne 15 municípios e é composto por cerca de 500 mulheres. “Criamos oficinas para trabalhar temas como geração de renda, empoderamento e o papel da mulher no debate sobre a comida de verdade.” Ela conta que, para participar mais ativamente do movimento de mulheres, teve que romper uma barreira na própria família. “Meu marido não entendia. Hoje, ele vê a importância e me incentiva. A mudança na relação de gênero tem que acontecer dentro de casa. Para você transformar alguém, você tem que se transformar primeiro.”

Ela defende que é preciso continuar com o debate sobre segurança alimentar e nutricional, mostrando o protagonismo das mulheres na causa. “Muitas pessoas pensam que a mulher só ajuda o homem no campo, mas não é bem assim. Elas hoje dominam o espaço.”

Promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com o apoio da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), o encontro em Porto Alegre é preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, marcada para novembro, com tema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”.

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