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Recuperar convívio familiar é um dos principais trabalhos da assistência social

PROTEÇÃO SOCIAL

Atendimento em unidades de assistência promove cidadania e garantia de direitos à população em situação de vulnerabilidade
publicado  em 10/12/2015 18h39
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – “É preciso criar as condições para as famílias permaneçam juntas, para que essas pessoas do grupo familiar continuem se autoprotegendo. Essa é uma importante dimensão do atendimento da assistência social”, explica a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ieda Castro. 

Além de viabilizar o acesso à renda e a acolhida (atendimento que identifica as necessidades individuais), os trabalhadores da assistência social buscam garantir a convivência familiar e comunitária. O trabalho de reconstrução de vínculos familiares responde por grande parte das demandas dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). 

“Infelizmente, vivemos em uma sociedade discriminadora, ainda violenta, que agride os próprios membros da família e que comete abusos e exploração do trabalho infantil. Então, é muito recorrente esse tipo de situação ser atendida nos equipamentos da assistência social”, assinala o presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Edivaldo Ramos. 

Nesses casos, explica Ramos, os Cras e Creas contam com o trabalho de assistentes sociais e psicólogos para o atendimento. “Toda orientação que se dá é na busca de promoção da cidadania do usuário, da família e da garantia de direitos.” 

Quando o direito individual é violado por outro familiar, o foco do atendimento é para promover a autonomia, a melhoria da autoestima e a superação do trauma causado, o que muitas vezes requer encaminhamento para profissionais especializados em outros serviços públicos. As unidades também trabalham com situações de proteção especial, em que há necessidade de buscar uma nova família acolhedora. 

Acompanhamento – No Creas de Pontal (PR), mais de 60% da demanda de atendimento está relacionado à violência – principalmente, a violência intrafamiliar. O assistente social faz o acolhimento da família. Em seguida, é feito o atendimento e trabalho em grupo com as famílias. 

A unidade tem hoje um assistente social, um psicólogo e um pedagogo. “Quando os vínculos estão fragilizados, não rompidos, precisamos reconstruir. Então realizamos várias atividades com essa família, inclusive com visitas domiciliares para que a equipe saiba de que forma trabalhar”, conta  a coordenadora do Creas de Pontal, Andréia Gomes Santos. 

“Trazemos para as famílias a garantia de direitos e proteção. Trabalhamos a reconstrução dos vínculos, empoderando essa família para uma nova vivência. Através dos atendimentos e do acompanhamento (semanal  ou quinzenal), toda a estrutura da família é avaliada”, descreve. Ela aponta que o atendimento enfrenta um desafio estrutural nos municípios de pequeno porte, que é o de fazer com que a família tenha acesso aos serviços, com outras políticas – de saúde, de educação, de cultura. 

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