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Plenárias temáticas definem propostas para aprimorar assistência social

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Dignidade humana, participação social e direito do cidadão são temas de reuniões envolvendo representantes de todo o país
publicado  em 09/12/2015 18h51
Foto: Ubirajara machado/MDS

Brasília – O eletricista Valdinei Arantes, 42 anos, sempre fez questão de participar da vida social de sua cidade, para lutar por direitos essenciais da própria família e das comunidades onde vive. Com formação secundária, ele integra o Conselho de Alimentação Escolar de Barra Mansa (RJ), tema que o interessa desde que, ainda criança, ele, os pais e os três irmãos tinham renda insuficiente para as necessidades básicas de alimentação, educação e moradia. 

“Para mudar a situação, não adianta reclamar. A gente tem que estar lá, onde as mudanças são discutidas”, afirma o eletricista, que participa da 10ª Conferência Nacional de Assistência Social. Ele quer contribuir ativamente para as decisões que repercutirão diretamente no controle social nas comunidades. 

Para isso, Valdinei participou da Plenária Assistência Social é Direito no âmbito do Pacto Federativo. “Para nós, é uma grande vitória ter chegado até aqui, queremos ter acesso a todas as informações e contribuir, queremos somar e que nossos direitos sejam por nós utilizado”, afirma. “Propomos uma maior participação dos usuários do Sistema Único de Assistência Social [Suas]”. 

Dignidade e Justiça – Ana Carolina da Silva Silvério, 32 anos, do Distrito Federal, participou da Plenária Dignidade Humana e Justiça Social. Coordenadora da Diversidade Sexual, Etnico-Racial e Religiosa do Creas, Ana Carolina defende a proposta de atenção aos grupos mais vulneráveis, como o segmento da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), comunidades de terreiro, quilombolas, indígenas, ciganas, ribeirinhas, e diversidade religiosa, como as de matrizes africanas. 

“Não tem como falarmos de dignidade humana se não atendermos as especificidades. Então, é preciso que o Suas tenha um olhar específico para as populações ditas como minorias sociais”, assinala. “Elas são consideradas minorias sociais justamente porque o acesso aos serviços públicos se dá de maneira mais difícil, devido ao racismo institucional, à misoginia, ao sexismo, ao machismo e ao patriarcado.” 

Participação – “A gente quer transformar essa participação social numa verdadeira autonomia para o controle social, para as entidades dos usuários, dos trabalhadores do Suas”, afirma a conselheira estadual no segmento entidades, Adriana Aparecida da Silva Vieira, da cidade de Casa Branca (SP). “A participação social é um tema muito importante a ser abordado. O controle social precisa ganhar espaço nos municípios de pequeno porte, que têm uma estrutura menor.” 

A conselheira acredita na conferência como um meio significativo para aprimorar a realidade da assistência social no país. “Queremos ver os conselhos estruturados, que tenham sua equipe administrativa, sua secretaria executiva montada, para que tudo possa ser bem encaminhado. Vamos ter grandes avanços nessa conferência.” 

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