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Pessoas com deficiência querem mais Suas

Cresce a participação desta parcela da população nas conferências. Demandas são por acessibilidade e inclusão no mercado de trabalho
publicado  em 08/12/2015 19h24
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília - O sonho de ter uma graduação está cada vez mais perto para a sergipana Geisa Soares dos Santos, 34 anos. Ela está no último semestre do curso de Serviço Social na Universidade Dom Pedro II, em Lagarto (SE), e agora luta para trabalhar na área. Geisa é deficiente visual e decidiu fazer faculdade, porque tem o suporte do Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Eu participo de vários programas do Suas [Sistema Único da Assistência Social]. Quero lutar muito por essa área”, conta orgulhosa a estudante, que também é beneficiária do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Geisa é delegada na 10ª Conferência Nacional de Assistência Social. Assim como ela, outras pessoas com deficiência participam do encontro para reivindicar melhorias nos próximos 10 anos do Suas. “O sistema já avançou muito, mas precisamos de mais atenção para a pessoa com deficiência, no atendimento nos equipamentos até acessibilidade e inclusão.” 

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A participação das pessoas com deficiências nas Conferências Nacionais vem crescendo a cada ano. Delegada do Maranhão, Maria do Socorro Silva participa pela sexta vez de uma conferência para debater uma melhor condição de vida para eles. Formada em filosofia em Açailândia (MA), ela é cadeirante e beneficiara do BPC há 14 anos. “Tivemos vitórias importantes vinda das conferências, como a suspensão do BPC nos casos em que o beneficiário começar a trabalhar.” 

As propostas para o plano decenal do Suas abrangem uma maior acessibilidade das unidades de atendimento, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), e a inclusão no mercado de trabalho. “Temos muitas leis que nos amparam. Leis que obriga o empregador a ter uma porcentagem de pessoa com deficiência no quadro de trabalhadores. Mas ainda precisamos de mais fiscalização.” 

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