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Nordeste discute propostas para próximos 10 anos do Suas

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Todos os estados nordestinos estão representados na 10ª Conferência Nacional de Assistência Social, em Brasília
publicado  em 09/12/2015 15h26
Exibir carrossel de imagens Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – “Tive a oportunidade de estar aqui desde a primeira conferência. Primeiro tivemos a preocupação de organizar o Sistema Único de Assistência Social [Suas] e fazer tipificação e ordenamento. E agora estamos no embelezamento do Sistema”, define Ângela Maria de Oliveira Pérsico, de Feira de Santana (BA). Ela participa da plenária da região Nordeste, nesta quarta-feira (9), na 10ª Conferência Nacional de Assistência Social.

“Avaliando o primeiro plano decenal do Suas que termina em 2015, posso dizer que muita coisa avançou. Algumas precisam de longo prazo para acontecer, principalmente a questão de recursos, de repasses e de reordenamento de serviços”, destaca Ângela. Ela trabalha na ONG Crescer Cidadão, que atende 200 crianças e adolescentes deficientes no contraturno escolar e é presidente do Conselho Municipal de Assistência Social da cidade baiana.

Ela acredita que, nos próximos anos, deve-se trabalhar novos formatos de atendimento para quem está em situação de rua e para as comunidades tradicionais. “Precisamos ter um olhar mais diferenciado com a população de rua, que tem crescido muito, olhar os quilombolas e os ribeirinhos. É preciso ter um Centro de Referência de Assistência Social [Cras] específico para esse grupo, além de um Cras itinerante. Acredito que é pela proteção básica que conseguiremos tirar esse grupo da alta vulnerabilidade e da extrema pobreza.”

O coordenador estadual de Educação Especial do governo do Rio Grande do Norte, Joiran Medeiros, avalia que o Sistema avançou nos marcos legais e políticos e que demarcou a assistência social como direito – e não como o assistencialismo que vigorava antes. “O Suas trouxe sustentabilidade às pessoas em vulnerabilidade social. Nossa discussão é no sentido que, nos próximos 10 anos, possamos avançar ainda mais.”

“Pessoas com deficiência, idosos, LGBT [lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais], negros, quilombolas, ribeirinhos, ou seja, todos que estão em estado de vulnerabilidade social, tiveram no Suas um apoio não apenas financeiro, mas uma abertura em outras perspectivas de visão política, com a visão calcada no direito, no sujeito, no indivíduo”, define Medeiros.

As decisões das plenárias regionais serão encaminhadas para votação na plenária final, que será realizada nesta quinta-feira (10), último dia do encontro. “Como representantes dos estados nordestinos, vemos como prioridade discutir o pacto federativo, que tem que chegar em quem está na base, chegar nos municípios que formam os estados, para que as políticas socioassistenciais possam ser efetivadas”, explica Medeiros.

A conselheira municipal de assistência social de Alhandra (PB), Neidja Nunes Borges da Silva, afirma que a área teve um crescimento significativo em seu município. “Antes do Suas, não tinha nada em Alhandra. Hoje o atendimento é muito bom”, relata. Ela, que também é professora da rede municipal de ensino, defende o aumento do número de trabalhadores do Suas e mais recursos para que a equipe possa chegar em todas as comunidades.

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