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Indígenas são capacitados e levarão assistência técnica a famílias xavantes do Mato Grosso

Segurança Alimentar

Pela primeira vez, maioria dos agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural qualificados foi formada por indígenas
publicado  em 11/12/2015 13h07
Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – Vanderlei Bururewadi Wadzerepruwe, da Aldeia Nossa Senhora de Guadalupe, em Barra do Garças (MT), é um dos 24 indígenas qualificados nesta semana, em Brasília, como agente de assistência técnica e extensão rural (Ater). É a primeira vez na história das Chamadas Públicas de Ater que a maioria dos agentes é formada por indígenas. Esses agentes vão atender 1,5 mil famílias da etnia Xavante, do Mato Grosso, que participam do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais.

Vanderlei conta que sempre acompanha os sites dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) em busca de informações que podem beneficiar as comunidades indígenas. “Quando eu descobri a Chamada Pública, fiquei muito entusiasmado e logo apresentei a proposta à Funai [Fundação Nacional do Índio], que me apoiou e se empenhou para identificar entidades interessadas”.

A entidade selecionada para executar a Ater para acompanhamento das famílias indígenas Xavantes do Mato Grosso foi o Instituto de Pesquisa e Documentação Etnográfica – Olhar Etnográfico. “Esse curso é muito importante e vai beneficiar o nosso povo. Estamos conhecendo muita coisa sobre o funcionamento dos sistemas de Ater. Ao sair daqui, tenho certeza que a equipe vai estar preparada, pronta para trabalhar na nossa região”, comemora Vanderlei. Na Aldeia Nossa Senhora de Guadalupe, 250 indígenas serão beneficiados.

O coordenador-geral de Apoio a Povos e Comunidades Tradicionais do MDS, Milton Nascimento, conta que 26 agentes participaram da capacitação promovida pelo MDS, MDA e Funai.  Ele também destacou que todo o conteúdo foi traduzido para a língua Xavante, de modo a facilitar a compreensão do processo por todos.

“É inédito o que se apresenta aqui. O curso é uma orientação para os técnicos de Ater que farão assistência técnica no território Xavante, e quase 100% deles é justamente dessa etnia. Temos muito mais a aprender com eles do que ensiná-los”, afirmou.

O trabalho de Ater é voltado a famílias em situação de extrema pobreza e tem por objetivo garantir a segurança alimentar e nutricional dos beneficiários. Na ação, as famílias são orientadas a superar a situação de extrema pobreza por meio da inclusão produtiva e social, respeitando a diversidade cultural. Além disso, elas recebem informações sobre o acesso a políticas públicas.

Para Saturnino Wapotowe Rudzaneedi, da Aldeia Rooredzaodze, de Campinápolis/MT, o mais importante do curso foi compreender que as políticas de Ater são unificadas. “Em outros programas há muita burocracia quando o indígena busca cadastrar uma família. Achávamos que a política pública variava em cada município, mas descobrimos, nesta capacitação, que as políticas e os objetivos são iguais para todos os brasileiros. A lei é uma só. Saímos daqui mais fortalecidos para buscar nosso objetivo que é beneficiar as famílias”.

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