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Conquistas sociais se consolidaram em 2014 e a miséria caiu 30% no ano, diz Ipea

DESIGUALDADE

Análise do instituto sobre a Pnad 2014 mostrou que a taxa da extrema pobreza teve uma redução de 63% nos últimos 10 anos
publicado  em 30/12/2015 16h45
Foto: Ana Nascimento/MDS

Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – Nota técnica divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou queda de 63% no número de miseráveis no país nos últimos 10 anos, com base na linha de extrema pobreza usada pelo Programa Bolsa Família, de R$ 77 mensais por pessoa da família. A redução do percentual da população em situação de extrema pobreza chega a 68,5%, dependendo da linha de pobreza utilizada na análise. O dado mostra a continuidade da queda da pobreza extrema no Brasil, apesar da flutuação da taxa verificada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

“A sociedade brasileira não está regredindo, como alguns acreditam”, afirmou o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, André Calixtre, contestando a narrativa de que o país vive um momento de retrocesso social.

A Pnad 2014 mostrou que, mesmo diante dos primeiros sinais da crise econômica em 2014, o Brasil aprofundou mudanças estruturais importantes na área social. Para Calixtre, os resultados da pesquisa são “razoavelmente surpreendentes” e apontam a resistência da população e das conquistas sociais em momento de recessão econômica. “O que está claro é que a estrutura social suportou 2014, e aparentemente, ainda precisamos ver os dados, mas vai atravessar 2015 sem grandes rupturas.”

Para o diretor, a queda da extrema pobreza decorre do aumento da renda, da redução do desemprego e das políticas sociais. “As políticas de transferência de renda estão mais apuradas, chegam mais nas pessoas, e as políticas sociais universais formam todo um colchão de proteção social que é muito relevante no Brasil.”

A análise do Ipea mostrou ainda que mais de 70% da população ocupada têm cobertura previdenciária. São trabalhadores que contam não apenas com aposentadoria, mas, eventualmente, com seguro-desemprego e auxílio-doença.

O secretário nacional de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Paulo Jannuzzi, avaliou o resultado como muito positivo. “Vemos um processo de estruturação crescente do mercado de trabalho e é isso que forma esse ‘colchão’ ou amortecimento que o André Calixtre comentou.”

Arranjos familiares – O documento do Ipea destacou ainda mudanças que as estruturas familiares vêm passando ao longo dos anos. Os domicílios tradicionais ocupados por um casal com filhos diminuíram 10 pontos percentuais nos últimos 10 anos. O número de casais sem perspectiva de criar filhos passou de 12,4%, em 2004, para 20,4, em 2014.

“Os dados confirmam toda a tese que temos no MDS de que o Bolsa Família não tem qualquer efeito pró-natalista, muito pelo contrário, e não tem qualquer efeito desincentivador do mercado de trabalho”, destacou Jannuzzi.

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