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Conferência promove debate sobre qualificação dos trabalhadores

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Em Roda de Conversas, delegados falam dos desafios diários para os profissionais que atuam no Sistema Único de Assistência Social
publicado  em 08/12/2015 20h05
Exibir carrossel de imagens Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – “Para que o trabalho do assistente social seja completo, é preciso uma rede de todas as políticas, como de saúde, segurança e habitação, por exemplo, para que se possa conseguir melhores condições de atendimento”, afirma a pedagoga Ângela Maria de Aguiar Silva, 50 anos. Ela trabalha em assistência social há quase 30 anos, em Porto Alegre.

Para Ângela, a criação dessa rede é fundamental para a melhoria de qualidade do atendimento diário à população e, consequentemente, para a melhoria das condições dos trabalhadores do Sistema Único da Assistência Social (Suas). E que esses precisam se articular com gestores, entidades e usuários . “Precisamos ser protagonistas nos estados e nas cidades.”

A Roda de Conversas, nesta terça-feira (8), com o tema Qualificação do Trabalho no Suas na Consolidação do Pacto Federativo, contou com a participação do professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcio Pochmann, e a doutora em Serviço Social, Maria Carmelita Yazbek.

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Carmelita citou os principais questionamentos e desafios dos trabalhadores, a exemplo da forma de contratação temporária, salários, recursos materiais disponibilizados para desenvolver o trabalho, tempo de repasse de recursos. “O caminho para enfrentar a precarização do trabalho se dá no âmbito da organização coletiva.”

Atualmente, o Suas conta com cerca de 600 mil trabalhadores nas redes estatal e privada. “É importante lembrar que as políticas sociais, entre elas a da assistência social, têm limites de ordem estrutural”, afirma a doutora. “É preciso lutar no sentido mais amplo, criar condições de resistência coletiva. Há espaços para o protagonismo e para a ação coletiva dos sujeitos políticos que chegam à assistência social e lutam pela realização do caráter público do direito de acessar essas políticas.”

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