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“Um esforço de combate à pobreza revolucionário em seu tamanho, ambição e desenho”

BOLSA FAMÍLIA

Artigo na edição de janeiro/fevereiro de 2016 da revista Foreign Affairs (EUA) narra a trajetória do Bolsa Família, destaca a importância do programa para o país e o reconhece como exemplo a ser seguido por outros países
publicado  em 16/12/2015 09h26
Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – O Bolsa Família, considerado o maior programa de transferência condicionada de renda no mundo, ganhou mais um importante reconhecimento internacional. O editor da revista científica Foreing Affairs, Jonathan Tepperman, na edição de janeiro e fevereiro de 2016, define o programa como “um esforço de combate à pobreza revolucionário em seu tamanho, ambição e desenho”.

O artigo A Importante Descoberta Brasileira Antipobreza – O Sucesso Surpreendente do Bolsa Família (em inglês) narra a trajetória do programa, destaca sua importância para o país e o reconhece como exemplo a ser seguido por outros países. “Há não muito tempo, a idéia de que o Brasil pudesse ter algo a ensinar ao mundo sobre redução da desigualdade poderia soar como uma piada”, afirma o jornalista. “O Bolsa Família foi a primeira vez que um presidente brasileiro [Lula] realmente colocou o combate à pobreza e à desigualdade no centro da sua agenda (no mínimo mais que na retórica).”

Tepperman ressalta o impacto da transferência de renda. “Apesar de o governo brasileiro ter implementado outros importantes programas de inclusão social, incluindo aumentos relevantes no salário mínimo, e apesar da importância do crescimento econômico, a maioria dos estudiosos concorda que o Bolsa Família merece uma grande parte do crédito na melhoria da vida da população mais pobre.”

Ao contar a história da implantação e evolução do programa que complementa a renda de 13,9 milhões de famílias em todo o país, Tepperman explica que três pontos convenceram o ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e seus assessores dos benefícios de simplesmente repassar recursos diretamente às pessoas. Um deles é a burocracia, custo e risco de corrupção que envolvia a distribuição de bens e alimentos. Ele cita ainda o impacto positivo para o comércio e a indústria para reverter a exclusão crescente desde a onda de privatizações.

E, por fim, a certeza de que a população mais pobre saberia aplicar os recursos recebidos para levar uma vida melhor. “Poucos estudos acadêmicos (que posteriormente seriam confirmados por diversas outras pesquisas) começavam a confirmar o que Lula, que desdenhava os estudiosos, já sabia: as pessoas que melhor sabiam o que os pobres realmente necessitavam eram os próprios pobres. Quando tinham uma oportunidade, as famílias mais pobres não as desperdiçavam. E a maioria gastou o dinheiro racionalmente – especialmente quando o dinheiro era pago às mães, não aos pais, como é no Bolsa Família.”

As condicionalidades do programa, que reforçam a necessidade de as crianças estudarem e serem acompanhadas pelo sistema de saúde, é outra questão apontada pelo jornalista como central para o ex-presidente Lula. “Para a maioria dos brasileiros, a demografia era seu destino: se nasceu pobre, morreria da mesma maneira. Lula estava determinado a quebrar essa armadilha intergeracional ao permitir – e cobrar – que os pais dêem às suas crianças mais vantagens do que eles tiveram. Na forma da educação, cuidado com a saúde e nutrição.”

Tepperman ainda reconhece a relevância da transferência de renda em momentos de crise. “O Bolsa Família também provou ser um importante colchão de garantia de direitos quando o crescimento do país desacelerou nos últimos anos. A economia do país pode estar sofrendo hoje, mas graças à proteção garantida pelo Bolsa Família, a população não sofre da mesma forma que sofreu em crises anteriores.”

Ele conclui destacando que a melhor prova do sucesso do programa é o fato de que, desde sua criação, 63 países já vieram ao país para conhecê-lo e replicá-lo. “Poucos anos após a criação do programa, o MDS [Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome] foi tão procurado por outros países, que começou a organizar seminários semestrais para apoiar o lançamento de programas semelhantes. Ao menos 40 estados já participaram, incluindo a maioria dos países da América Latina, bem como Bangladesh, Indonésia, Marrocos, África do Sul e Turquia (para nomear alguns). Além disso também foram desenvolvidos programas similiares em cidades dos EUA, como Memphis e Nova Iorque – uma prova forte, caso fosse necessário, do apelo global da grande experiência do Brasil.”

Publicação – A Foreign Affairs é uma revista científica dos EUA sobre relações internacionais. A revista é publicada pelo Council on Foreign Relations, um grupo privado fundado em Nova Iorque no ano de 1921 com o objetivo de manter os Estados Unidos envolvidos em assuntos internacionais. A revista se tornou proeminente após a Segunda Guerra Mundial, quando as relações exteriores se tornaram centrais na política dos Estados Unidos.

Muitos artigos extremamente importantes foram publicados na Foreign Affairs, inclusive o trabalho de George F. Keenan, The Sources of Soviet Conduct (As fontes da conduta Soviética), o primeiro a explicitar a doutrina de contenção, que se tornaria a base da política norte-americana na Guerra Fria. Onze secretários de estado (o equivalente a ministro das relações exteriores no Brasil) escreveram ensaios na publicação, entre eles Henry Kissinger. E hoje tais artigos ainda são considerados importantes indicadores da linha de pensamento do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

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