Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Notícias > 2015 > Dezembro > “É necessário um diálogo aberto da assistência social com a população indígena”

Notícias

“É necessário um diálogo aberto da assistência social com a população indígena”

POVOS TRADICIONAIS

Durante a 10ª Conferência Nacional de Assistência Social, o cacique gaúcho Audirlei Fidelis defendeu políticas específicas
publicado  em 11/12/2015 09h36
Foto: Ana Nascimento/MDS

Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – Ao abrir as portas para os técnicos do Centro de Referência em Assistência Social (Cras), a vida dos indígenas da aldeia Vãn Ká, em Porto Alegre, mudou. O cacique Audirlei Fidelis, representante na 10ª Conferência Nacional de Assistência Social pelo Rio Grande do Sul, afirma que é necessário um diálogo aberto entre a assistência social e os povos indígenas. “Nós formamos uma parceria que começou a nos dar acesso às políticas públicas. Até o convívio social entre o município e as aldeias melhorou.”

Durante o encontro, Fidelis defendeu uma aproximação maior das unidades com as aldeias. “Tem Cras que nunca teve contato com indígena. Nós precisamos de ajuda. Precisamos aprender como funcionam as coisas”, explica. Ele destaca a importância de haver uma política específica para populações tradicionais. “Não queremos um tratamento especial, mas um tratamento diferenciado.”

Fidelis revela que a população indígena conhece pouco da política de assistência social, como ela funciona e quais são os seus direitos. “Nós sabemos que temos direitos. Mas nós não sabemos quais são. É muito comum o indígena ir ao Cras pedir assistência que não é de competência deles.”

A aldeia tem mais de 70 famílias e a maior parte da renda é do artesanato que elas vendem em feiras da capital gaúcha. Todas as famílias estão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e a maioria delas recebem a complementação de renda do Bolsa Família. Segundo o cacique, eles têm dificuldade de entrar no mercado de trabalho por não terem todos os documentos. “O Cras nos ajudou muito em relação a isso. Hoje temos todos os documentos pessoais e título de eleitor.”

O cacique diz ainda que todos os avanços conquistados até agora pela aldeia Vãn Ká só é possível porque eles deram liberdade para a equipe de assistência social. “Adoramos a equipe e deixamos todos à vontade. Eles procuram conhecer nossa cultura e participam das nossas atividades.”

Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa