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Participação do usuário é essencial para a política de assistência social

Ex-moradora de rua, Valéria Regina Silva levou a família para participar da XI Conferência Municipal de Assistência Social da capital mineira
publicado  em 24/08/2015 10h00

Brasília,  – Os usuários do Sistema Único de Assistência Social (Suas), em Belo Horizonte (MG), estão cada vez mais presentes nas instâncias de participação social. Valéria Regina dos Santos Silva, 36 anos, levou a família para participar da XI Conferência Municipal de Assistência Social da capital mineira, na sexta-feira (21) e 22 de agosto. Ex-moradora de rua, ela conta que graças à assistência social resgatou sua dignidade.

Depois de receber o apoio de uma entidade socioassistencial, Valéria passou a frequentar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e, hoje, coordena uma cooperativa de serviços para construção civil. “Eu e meus amigos, que ainda são moradores de rua, estamos montando essa cooperativa. Já temos até escritório”, comemora.

O empoderamento do usuário é essencial para o aprimoramento do Suas, segundo o conselheiro municipal e usuário do sistema, Humberto Antônio da Silva. “Os cidadãos ainda têm dificuldade em saber o que é a política de assistência social. A pessoa acha que [a assistência social] é cesta básica, mas, na verdade, é muito mais ampla que isso. Quando o usuário tomar consciência de que é ele quem faz a política, aí a coisa vai começar a andar direito”, diz.

Os trabalhadores da Rede Suas também levaram para a conferência municipal propostas para discussão dos delegados. Juliana Davite Fernandino, representante do Fórum Municipal dos Trabalhadores do Suas, destacou que os profissionais que atuam na política de assistência social querem investimentos na formação continuada e nos serviços, além da valorização profissional. “Não tem como garantir o direito do usuário se o trabalhador não tem o seu garantido.”

Para a secretária executiva substituta do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Natascha Valente, o Suas é um sistema sólido, que conseguiu virar a página do assistencialismo. “Queremos dar voz aos usuários, aprimorar a gestão e melhorar a qualidade. A assistência social é a porta de entrada para outras políticas sociais e para a garantia de direitos do cidadão”, destacou.

O presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Edivaldo da Silva, também participou da conferência. “Estamos num espaço onde as forças se somam. Isso mostra que já consolidamos o Suas”, afirma. Para ele, o momento é de pensar sobre a atuação e as responsabilidades de cada um dos entes federados para a próxima década.

Em Belo Horizonte, cerca de 800 pessoas participaram da conferência municipal. Segundo o presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Márcio Caldeira, o objetivo é qualificar o debate e levar os desafios encontrados no município ao conhecimento de todos. Além das conferências municipais, Minas Gerais terá ainda 15 conferências regionais e a conferência estadual, que será realizada entre os dias 26 e 29 de outubro.

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