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Em uma geração, Brasil muda sua situação social

Representante das Nações Unidas, Jorge Chediek elogiou os resultados das políticas sociais brasileiras. Banco Mundial e Cepal também destacaram importância do exemplo do país para que o mundo supere a pobreza
publicado  em 24/08/2015 21h00
25/08/2015 - Ministra Tereza Campello participa da Oficina Técnica Pobreza Multidimensional, realizada em Brasília. Foto: Ana Nascimento/MDS

25/08/2015 - Ministra Tereza Campello participa da Oficina Técnica Pobreza Multidimensional, realizada em Brasília. Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – “O exemplo do Brasil é essencial, porque mostra que um país democrático, multicultural, multirracial, nos trópicos, pode mudar, em uma geração, a sua situação social”, elogiou nesta terça-feira (25) o coordenador do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Jorge Chediek. Ele participou, em Brasília, da abertura de Oficina Técnica que discute formas de medir a pobreza e de superá-la, em uma nova geração de políticas públicas na área social.

O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, lembrou que o país é reconhecido internacionalmente pelos grandes avanços no combate à pobreza, independentemente do indicador utilizado. “O Banco Mundial tem aprendido muito com a experiência brasileira e tem levado a outros países com a inciativa WWP”, destacou. A plataforma World Without Poverty (WWP) apresenta as iniciativas, programas e ações desenvolvidos no Brasil e as dissemina, com o objetivo de contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), que serão definidos no mês que vem.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destacou a importância dos resultados obtidos até hoje e a necessidade de evitar retrocessos e garantir o avanço na agenda social. “A análise dos indicadores sociais nos mostra que demos conta de superar a pobreza. E que podemos avançar ainda mais”, afirmou. “Temos competências para ousar, para pensar e ser criativos num debate sobre indicadores de pobreza multidimensional, que supere uma visão fragmentada.”

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A ameaça de retrocessos na agenda social na região foi tema do discurso da diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da Comissão Econômica Para a América Latina e Caribe (Cepal), Laís Abramo. “Os resultados alcançados até agora foram resultados de opções estratégicas e políticas tomadas que tinham a inclusão social, a erradicação da pobreza e da fome no centro das ações”, afirmou. “A nossa grande tarefa é garantir os efeitos dos resultados, impedir retrocessos e continuar avançando.”

Para o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Calixtre, o modelo de desenvolvimento brasileiro mostrou que é possível um crescimento econômico aliado à inclusão social e à redução das desigualdades. E que o atual momento precisa de informações para ser aperfeiçoá-lo. “Neste encontro, temos desafios metodológicos para entender a pobreza e estudar como pode ser combatida.”

Homenagem – A ministra Tereza Campello homenageou o representante das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek. Ele está de mudança para Nova Iorque, nos EUA, onde vai atuar no Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul. “A figura dele foi muito importante ao longo desses cinco anos que esteve no Brasil. Ele sempre se colocou em defesa das nossas ações e do nosso projeto. Isso tem um valor inestimável.”


Chediek lançou o desejo de voltar ao Brasil para comemorar o cumprimento, no futuro, da meta de superação da extrema pobreza não apenas no país, mas no mundo: “Viremos aqui comemorar em 2030 que o mundo não terá mais pobres.”