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“Quem recebe o Bolsa Família trabalha”

Antônio Martinez é pedreiro e beneficiário do programa de complementação de renda. Ele afirma que ele e a mulher trabalham muito e que é injusto o preconceito que existe em relação às famílias mais pobres
publicado  em 21/08/2015 19h06
Foto:Ubirajara Machado/MDS Antonio Martinez e sua esposa recebem o Bolsa Família e trabalham muito

Antonio Martinez e sua esposa recebem o Bolsa Família e trabalham muito

Brasília – Se há algo que deixa o pedreiro Antônio Martinez, 44 anos, irritado é quando dizem que beneficiário do Bolsa Família não trabalha. “Quem recebe o benefício, trabalha. Eu trabalho, minha esposa trabalha. Mas meu rendimento é pequeno, é muito difícil”. Antônio mora em Anastácio, município do Pantanal sul-matogrossense, a 134 km da capital Campo Grande. A mulher, Francilene Viviane Rodrigues Moraes, de 37 anos, trabalha como diarista e recebe a complementação de renda no valor de R$ 220 do Bolsa Família. 


Para ele, é injusto o preconceito com as famílias de baixa renda. “Bolsa Família não acomoda, não. Muitos pais de família trabalham como eu. Mas quase não sobra para comer. É muita gente na minha casa, são seis pessoas. Lá pro dia 10, dia 15, acaba a comida”, conta. “Tem mulher que trabalha mais que homem. Tem mulher que trabalha comigo de pedreira, pintora, azulejista. Elas fizeram curso comigo e pegavam na massa e trabalhavam como eu.” 

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Martinez estudou até o 1º ano do ensino médio e aprendeu a profissão de pedreiro na prática. Em 2013, com a ajuda da equipe de assistência social da social, ele se inscreveu e fez o curso de qualificação profissional pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Eu trabalhava, mas não tinha aperfeiçoamento direito. Com o Pronatec, eu aprendi mais, eu melhorei bastante na profissão.” 

O aperfeiçoamento lhe deu uma oportunidade única. Ele e outros formandos do Pronatec trabalharam na construção de 809 moradias inauguradas na semana passada na cidade. E, além de ajudar nos alicerces, ele e sua esposa receberam a chave de uma das casas do Residencial Cristo Rei. Se, até então, eles viviam em um barraco às margens do rio Aquidauana, constantemente invadido pelas enchentes, a partir de agora moram em uma residência com área privativa de 38 m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. E piso cerâmico em todos os ambientes. 

Para Martinez, a casa significa segurança, saúde e proteção. “Quando eu morava na beira do rio, pegava água de balde. Tinha que ferver para beber”, conta emocionado. “Em noite de chuva, cansei de ir dormir com a água pra baixo do barranco e, quando chegava 3h da manhã, a água já estava um palmo para dentro da minha casa. Como eu ia sair sossegado para trabalhar e deixar minha família na beira do rio?” 

Quando estava no período mais difícil de sua vida, impossibilitado de trabalhar por causa de um acidente de trabalho e sem dinheiro para pagar o aluguel, a ação rápida da assistência social de Anastácio protegeu sua família. “Quebrei o pé ao cair de um andaime. Fiquei quatro meses de muleta, sem poder trabalhar. Foi o Bolsa Família e a assistência social que me ajudaram.” 

Com o apoio das políticas socioassistenciais, a esposa Francilene resolveu que estava na hora de concluir os estudos. “Ela está fazendo o ensino fundamental no Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Está aprendendo agora a escrever, pois o pai dela trabalhava em fazenda e não deu tempo dela estudar. E ainda está fazendo os cursos de pintura e confeitaria pela prefeitura”, conta, orgulhoso, o marido. 

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