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Escola municipal no Ceará é a primeira a receber cisterna no Semiárido

CISTERNAS

Projeto do MDS, em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), vai construir 5 mil reservatórios de água nas escolas rurais da região até 2016
publicado  em 17/04/2015 19h21
Foto: Cáritas/Crateús (CE)

Foto: Cáritas/Crateús (CE)

A escola municipal Furtado Leite, na comunidade Pereiros, em Nova Russas (CE), recebeu a primeira das 5 mil cisternas que serão construídas em escolas públicas rurais do Semiárido até 2016. O projeto é desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA).


As cisternas são construídas com placas de cimento e têm capacidade para armazenar 52 mil litros de água, captada da chuva ou mesmo fornecida por carros-pipa. A ação garante que a escola tenha água de qualidade e funcione normalmente, mesmo no período da estiagem.                                                                                                                                                     

A coordenadora da escola Furtado Leite, Margarida Lopes de Souza, conta que, antes da cisterna, a situação era grave. “Fazíamos o impossível para ter água na caixa e não suspender as aulas”, disse. Segundo ela, agora a escola está preparada para conviver com a estiagem. “A nossa vida na escola mudou. Já está chovendo na região e temos água para abastecer a cisterna. Não vamos sofrer quando a seca chegar.”


De acordo com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, as cisternas ampliam o acesso à água no ambiente escolar, servindo para consumo e preparo dos alimentos servidos nas escolas. "Quando não tem água na escola, as crianças voltam para suas casas. A cisterna transforma essa realidade e garante a frequência escolar, além da segurança alimentar", explicou.

Ouça:
Escolas do semiárido: Primeira cisterna já foi construída; meta é chegar a 5 mil até 2016

Estão sendo investidos R$ 69 milhões no projeto. A ação vai permitir a armazenagem e o abastecimento de água própria para o consumo em 5 mil escolas de 254 municípios da área rural do Semiárido, que atendem 295 mil alunos.O valor para a construção de cada cisterna é de aproximadamente R$ 13 mil, que inclui ainda a implantação também de bomba elétrica e a compra de filtros de barro para utilização e tratamento da água coletada.

Pelo projeto, gestores e professores serão capacitados para o bom uso da água. Os professores, por exemplo, poderão trabalhar temas sobre convivência com o Semiárido nas aulas de geografia e matemática. “A cisterna não apenas uma instalação. É também uma ferramenta para educação. Diretores, professores, funcionários e alunos vão aprender a fazer a gestão da água, mostrando que é possível conviver com a estiagem”, ressaltou Arnoldo.

Informações sobre os programas do MDS:
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mdspravoce.mds.gov.br

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