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Compras institucionais abrem portas para agricultores familiares

AGRICULTURA FAMILIAR

Representantes do MDS e do Ministério da Defesa, em parceria com a Emater-DF, conheceram agroindústrias no Distrito Federal que querem comercializar alimentos por meio de modalidade do PAA
publicado  em 16/04/2015 06h00

Brasília, 16 – Helvécio Soares, 50 anos, é agricultor familiar na zona rural do Distrito Federal. Com o leite tirado das 18 vacas que tem na propriedade, ele consegue produzir cerca de 300 litros de iogurte “Kero Mais” e 24 quilos de queijo minas frescal por semana. O agricultor conta que conquistou os padrões técnicos de qualidade e licenças sanitárias para produzir e vender, depois de uma série de qualificações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). “Você tem mais segurança e, regularizado, as portas vão se abrindo”, afirma o produtor.

Com qualidade e capacidade para produzir, Helvécio quer vender para a modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “O nosso iogurte é o melhor de Brasília e, com certeza, conseguiríamos entregar o produto”, disse ele, ao receber na quarta-feira (15) a visita de representantes do MDS, do Ministério da Defesa e da Emater-DF.

Criada em 2012, a modalidade abriu uma nova possibilidade de comercialização para as famílias de agricultores familiares de todo o país ao permitir que municípios, estados, órgãos federais e o Distrito Federal comprem seus produtos de forma simplificada, por meio de chamadas públicas, com dispensa de procedimento licitatório.

“Além de utilizar o poder de compra do Estado para promover o desenvolvimento local, estimulamos circuitos de comercialização mais curtos, sem atravessadores, o que deixa os alimentos produzidos pela agricultura familiar ainda mais nutritivos, saborosos, mais frescos”, destaca o coordenador substituto de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Gustavo Assis.

Qualidade – Emílio Maldaner, 56 anos, também se interessou com a possibilidade de vender para o mercado institucional. “É uma grande expectativa de podermos ter mais esse cliente. Isso mostraria que a nossa mercadoria foi reconhecida”, disse.

A partir da receita de uma família de origem italiana e alemã, o agricultor familiar produz, há quase duas décadas, alimentos embutidos e defumados (linguiça, salames e costela suína) na zona rural de Brasília. Por mês, ele consegue processar até uma tonelada de embutidos na propriedade. Hoje, vende em feiras e para restaurantes de Brasília.

A aceitação dos alimentos pelos clientes é o que impulsiona o agricultor familiar a aumentar a produção. “Quero crescer e procurar oferecer cada vez mais um produto de qualidade”, afirmou. Segundo Emílio, dependendo da demanda, conseguiria dobrar a capacidade de entrega. “É trabalhoso, mas é satisfatório.”

Compras – De acordo com o sargento da Marinha do Brasil, Anael Freitas, encarregado pelo programa de alimentação dos restaurantes do Ministério da Defesa, a visita trouxe otimismo em relação aos alimentos processados, tendo em vista que o órgão já compra hortaliças, frutas e legumes de cooperativas de agricultores familiares do Distrito Federal desde o ano passado. “Com certeza, os produtores familiares do Distrito Federal têm todas as condições de nos atender em qualidade e quantidade, possivelmente com valores até mais baixos do que dos produtos que hoje compramos em pregões”, destacou. “Estamos gerando emprego e renda para estas famílias e ao mesmo tempo tendo um retorno na alimentação com qualidade”, avaliou.

Segundo Freitas, o contrato por meio da Compra Institucional do PAA para adquirir os alimentos para os três restaurantes já apresentou uma melhora de 80% em relação à qualidade e à logística de entrega dos produtos. Todos os dias, cerca de 800 pessoas se alimentam nos restaurantes do Ministério da Defesa, na Esplanada dos Ministérios.

Nos últimos três anos, 4 mil agricultores familiares venderam mais de R$ 66,4 milhões em produtos na modalidade. Atualmente, universidades federais, o Ministério da Defesa, hospitais públicos e presídios compram por essa modalidade, além do estado do Rio Grande do Sul , o Distrito Federal e alguns municípios como Erechim (RS) e Viçosa (AL). Os principais produtos adquiridos são itens de hortifruti, grãos, laticínios, convencionais e orgânicos.

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