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Cadastro Único deve ser aprimorado para que políticas sociais cheguem aos mais pobres, afirma Tereza Campello

Desenvolvimento Social

Ministra participou nesta quarta-feira (8) de encontro que reúne gestores e técnicos do Bolsa Família, em Brasília
publicado  em 08/04/2015 15h20

Brasília, 8 – A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, convidou coordenadores e técnicos estaduais do Bolsa Família a avançar na gestão do programa e na qualificação das informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. “O programa deve estar focado realmente no pobre e no extremamente pobre. É nosso dever fiscalizar as informações. Quanto mais atualizado estiver o Cadastro Único, melhor para planejarmos e executarmos outras políticas públicas para quem mais precisa”, afirmou nesta quarta-feira (8), em Brasília.

Campello ressaltou que, mesmo com o ajuste fiscal, os recursos do Bolsa Família estão garantidos, mas “isso não deve ser motivo para se acomodar e não aprimorar a atuação”. “Não podemos retroceder. O programa atende 50 milhões de pessoas, garante a permanência de 17 milhões de crianças nas escolas e acompanha 9 milhões de famílias na área de saúde.”

Segundo a ministra, o Cadastro Único não pode ser só utilizado para que as famílias recebam a transferência de renda. “O cadastro é uma rede valiosíssima de informações para o governo federal. Queremos ter informações de acesso à água para levar cisternas, queremos levar o programa Luz para Todos, queremos oferecer qualificação profissional e inserir essas famílias no Minha Casa, Minha Vida a partir desses dados”, apontou.

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Encontro discute mudanças e novas perspectivas para o Bolsa Família e Cadastro Único em 2015

Ela falou ainda sobre a importância da parceria com estados e municípios que fizeram com que o Bolsa Família e o Cadastro Único fossem reconhecidos internacionalmente. “Só com o trabalho dos governos estaduais e municipais é que vamos conseguir que o Bolsa Família continue sendo um programa que tem ajudado o Brasil a crescer economicamente com inclusão social”, disse Campello, ao lembrar que esta união deve continuar para derrubar mitos que ainda fazem parte do imaginário da população. “Muitos atribuem aos mais pobres um comportamento oportunista em relação à maternidade, como se as mães beneficiárias do Bolsa Família fossem capazes de ter mais filhos em troca de dinheiro. Isso é puro preconceito”, disse.

Para o secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Helmut Schwarzer, é necessário promover ainda mais a intersetorialidade que já vem sendo desenvolvida juntamente com a educação e com a saúde. “Por meio das condicionalidades, estamos ajudando as crianças e famílias mais pobres a exercer o direto à saúde e à educação, e, dessa forma, promovendo um piso de proteção social”, disse. Para ele, outro desafio além da maior averiguação e precisão do Cadastro Único, é criar oportunidades para melhorar a comunicação com os beneficiários e gestores.

No encontro, Rosemari Valentim, da coordenação do Bolsa Família em Rondônia, disse que a qualificação das informações do Cadastro Único já vem sendo realizada nos 52 municípios do estado e reforçou que o trabalho deve ser continuado. “Precisamos atualizar os cadastros para que possamos dar oportunidades para outras famílias que precisam do benefício. A troca de experiências em encontros técnicos como este tem nos ajudado a avançar a cada ano”, afirmou. O encontro de trabalho do MDS com os gestores e técnicos estaduais do Bolsa Família continua até esta sexta-feira (10).

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