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Tempo de permanência das crianças no Bolsa Família contribui para reduzir desnutrição

BOLSA FAMÍLIA

Pesquisa aponta queda em 51% do déficit de estatura dos beneficiários acompanhados nas condicionalidades de saúde
publicado  em 10/09/2014 00h00

Brasília, 10 – O déficit de estatura média das crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família acompanhadas nas condicionalidades de saúde caiu pela metade (51%) em quatro anos, no período de 2008 a 2012. Problemas no crescimento estão associados não apenas a uma maior taxa de mortalidade infantil, mas ao menor desempenho na escola e menor produtividade na idade adulta.

A queda em 51% do déficit de estatura foi verificada em pesquisa que acompanhou 360 mil crianças beneficiárias do programa de transferência ao longo de cinco anos seguidos, em que elas foram medidas e pesadas. O estudo cruzou dados das bases do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, da folha de pagamento do Bolsa Família e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan).

Detalhes da pesquisa são relatados no Caderno de Estudos – Desenvolvimento Social em Debate: resultados, avanços e desafios das condicionalidades de saúde do Bolsa Família, lançado na terça-feira (9) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).


As pesquisas apontam que o tempo de permanência no Bolsa Família melhora o estado nutricional das crianças beneficiárias. “Observamos que há uma queda importante em relação ao déficit de estatura, que é a desnutrição crônica. Pertencer ao programa e ser acompanhado de forma contínua pelo Sistema Único de Saúde reduz a chance de a criança apresentar desnutrição”, destaca Patrícia Jaime, coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e uma das autoras do estudo.

Outro indicador, que avalia as condições de todo o universo de beneficiários que tiveram acompanhamento da condicionalidade de saúde registrado, aponta que, em 2012, os meninos de 60 meses de idade alcançaram altura média de 108,6 cm, enquanto as meninas chegaram a 107,9 cm. A altura média vem crescendo a cada ano e aproxima os beneficiários do programa de transferência de renda da referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) – que é de 110 cm e 109,4 cm, respectivamente.


“Há potencial para se chegar aos valores recomendados pela OMS. Temos que seguir investindo nos fatores que impactam a saúde da criança, que vão desde garantir o acesso à renda, à escola, à saúde. É necessário manter a transferência de renda e as condicionalidades, voltando o olhar para essas crianças mais vulneráveis”, acrescenta Patrícia Jaime.

O estudo reforça o entendimento de que os impactos do programa extrapolam o aumento da renda familiar, já que as condicionalidades vinculam os beneficiários a políticas sociais de saúde e educação. Na área da saúde, além do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, as crianças beneficiárias precisam estar em dia com o calendário das vacinas. As condicionalidades preveem ainda exames de pré-natal nas gestantes.

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